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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Ellen Page

Costumo ouvir muita gente dizer que não há bons actores da na minha geração e nas seguintes. Eu discordo pois já vi óptimos jovens prodígios tais como Dakota Fanning e Abigail Bresilin, entre outros. No entanto, concordo que os actores mais velhos são naturalmente e regra geral melhores porque, quanto mais não seja, têm mais experiencia…
De qualquer modo hoje o post é dedicado a Ellen Page, uma jovem actriz aproximandamente da minha idade e que acredito ser uma das melhores da actualidade tendo já sido nomeada para o Óscar de melhor actriz pala sua participação no filme “Juno” onde interpretava uma adolescente grávida com ideia de entregar o bebé para adopção.





Todavia, para mim, a sua melhor representação é no filme "Hard Candy" que nos conta a história de um homem que seduz uma adolescente de 14 anos e a leva para sua casa. Contudo, vemos que durante o filme a presa e o predador trocam de papeis… Mais não digo para o caso de alguém querer ver, é um filme muito bom na minha opinião apesar psicologicamente muito tenso…





Por fim, “Whip it” um filme sobre uma jovem que ambicionava uma carreira de sucesso no desporto de contacto conhecido como “Roller Derby”. Francamente este tipo de filmes não faz o meu género vi apenas por ser com a Ellen Page e fiquei surpreendido pela positiva. Não conhecia de todo este desporto e depois fui investigar e é realmente um desporto violento como se vê no trailer mas até é interessante. De salientar que o filme conta coma a participação e direcção de Drew Barrymore e acreditem não a vão reconhecer no filme ehehh.





Além dos filmes referidos, outras participações menores de Ellen Page incluem o conceituado “Inception” e “X-Men 3” onde interpreta a mutante Shadowcat que já apresentei aqui no blog.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Vale a Pena Ver

Além da história em si, uma das coisas que mais admiro num filme é a interpretação dos actores. Os filmes que agora recomendo além de serem extremamente interessantes têm diversos actores conceituados sendo que muitos foram nomeados ou vencedores do Oscar de melhor actor/actriz com a representação destes filmes.


"Little Children" de 2006 dá-nos a visão sobre uma conservadora cidade norte-americana onde um ex-policia, um ofensor sexual depois de cumprir pena de prisão e dois amigos apaixonados mas casados com outras pessoas tentam sobreviver e encontrar a felicidade. Mais do que um filme, permite-nos uma análise profunda aos nossos próprios valores.
De ressalvar a brilhante Kate Winslet que mais uma vez nos prova o seu potencial de representação e a sua capacidade versátil de actuação.





"The Constant Gardener" de 2005 traz-nos um reflexo cruelmente real sobre a actuação das grandes companhias de medicamentos em África. Um filme que no final nos deixa várias horas a pensar naquilo que acontece a muitas pessoas do mundo enquanto estamos sentamos confortavelmente no nosso sofá…
Apesar de Rachel Weisz ter recebido o Oscar de melhor actriz secundária nesse filme eu fiquei mais impressionado com a interpretação de Ralph Fiennes que já me tinha provado ser um optimo quando vi "Schindler´s List".





"Cold Mountain" de 2003 é um retrato da Guerra Civil americana e do desespero a que ficam entregues as famílias quando os seus homens partem para a guerra. Além de excelentes actores como Jude Law e Nicole Kidman quero salientar o espantoso trabalho com que Renée Zellweger nos presenteou ao interpretar uma personagem a meu ver extremamente difícil. Também adoro o sotaque característico do sul da América que custumo identificar claramente na forma de falar da Rogue.








"One Flew Over the Cuckoo´s Nest" de 1975 foi-me recomendado pela Teté e pelo um coelho e já tive oportunidade de o ver. O filme conta a história de um homem com alguns problemas comportamentais mas mentalmente sano, que é internado numa instituição para doentes mentais conseguindo de forma peculiar promover a evolução e uma melhoria significativa em alguns dos seus colegas. No filme está extremamente bem retratado como eram tratados os doentes mentais naquela altura, o que felizmente já não se verifica na actualidade. Adorei especialmente a interpretação Louise Fletcher na pele da pérfida enfermeira chefe que lhe permitiu conquistar o Oscar de melhor actriz esse ano.


domingo, 5 de dezembro de 2010

Recomendo:

Costumo dizer que sou um cinéfilo mas não é bem verdade. Filmes, séries, Bds, jogos, animes ou livros, quem me conta uma boa história deixa-me satisfeito e todos estes elementos que mencionei têm essa possibilidade.
Estes dias tive a possibilidade de por em dia alguns filmes que me sugeriram e que nunca tinha visto. São filmes relativamente antigos mas com muita qualidade. De minha parte como gostei recomendo-os também.

“The Crying Game” é um filme de 1992 protagonizado por Forest Whitaker e Stephen Rea. Foi-me referido pelo Pinguim na altura em que falei no “Soldier´s Girl” e aborda questões como o racismo e a diversidade sexual. Conta a história de Fergus um terrorista membro do IRA da Irlanda que se apaixona pela ex-namorada de um soldado Inglês negro, que manteve cativo, desconhecendo que ela é na verdade um travesti. Não deixei de ficar surpreendido por um filme relativamente antigo ter abordado o assunto da forma que abordou. Saliento a espectacular actuação de Jaye Davidson que apesar de ser um actor pouco conhecido representou a travesti Dil de uma forma extremamente profissional o que lhe rendeu a nomeação para o Óscar de melhor actor secundário na altura.


“The Shawshank Redemption”, de 1994 com Tim Robbins e Morgan Freeman, que me foi recomendado por um primo. O filme conta-nos a história de Andy, um bancário acusado de assassinar a esposa e o amante dela. Depois de ser vítima de vários ataques por parte dos outros reclusos, Andy começa a montar diversos esquemas de branqueamento de capitais para Director da prisão enquanto auxiliava os problemas financeiros dos outros guardas e travava amizade com um grupo restrito de prisioneiros. Parece simples mas é muito interessante e só não quero falar mais para não fazer spoilers…
Belíssimo final.





“Gattaca” de 1997 é um filme de ficção científica com Ethan Hawke, Uma Thurman e Jude Law nos principais papéis. Certo dia quando andava de blog em blog deparei-me com um que falava no filme e por mera curiosidade adicionei-o à minha lista de “para ver”. E que bela surpresa tive…
Apesar de ser ficção científica, visualizamos um mundo futuro terrivelmente real onde o código genético de cada um com as suas fraquezas e potencialidades começou a ser o método para seleccionar e discriminar as pessoas dentro da sociedade. Gostei também de não ser um filme com demasiados efeitos especiais nem com todo aquele cenário futurista que por vezes é um bocado exagerado. Vejam que vale mesma a pena. Um trabalho de génio com um dos melhores finais que já vi…




“Schindler's List” de 1993 protagonizado por Liam Neeson. Foi-me dito por várias pessoas que era um crime ainda não ter visto e agora compreendo porque me diziam isso. Um filme profundamente tocante e cruelmente real sobre o domínio nazi e sobre Schindler um empresario nazista que conseguiu salvar mais de 1100 judeus. Um dos melhores filmes que já vi e que conseguiu deixar-me muito emocionado.


Agora deixo-vos uma tarefa. Gostaria que cada um que viesse aqui me recomendasse três filmes que vos tenha marcado e que tenha algum significado para vocês. De minha parte prometo vê-los assim que possível. Se já os tiver visto direi na página de comentários o que achei deles. :)

domingo, 7 de novembro de 2010

Ataque do Cinéfilo

Este fim-de-semana foi tirado para por o cinema em dia. Vi 10 filmes e como tal tenho algumas recomendações a fazer. O primeiro Freedom Writers, na verdade, vi na semana passada na faculdade no âmbito da cadeira de Modelos Explicativos em Psicologia da Justiça. A cadeira foi excepcionalmente dada pela professora Ana Sofia Neves e tratava essencialmente sobre os conceitos sociais de crime, desvio e normalidade. Depois de quatro horas de matéria foi-nos possível relaxar um pouco e no final tivemos oportunidade de discutir o filme sobre o ponto de vista daquilo que tínhamos falado naquele dia.
O filme baseado numa história real e em pessoas que ainda existem, segue a vida de uma professora do ensino secundário, interpretada por Hilary Swank e nomeada para leccionar uma turma problemática onde se inseriam vários grupos socioculturais distintos com actividades criminosas rivais, integrantes de gangs distintos. É na verdade um filme emocionalmente muito forte em que vemos o trabalho árduo da professora quando tudo está contra ela e aquilo que alcançou com meios pouco ortodoxos mas eficientes…
Vale mesmo a pena, fica o trailer.





Já em casa tive oportunidade de ver um filme relativamente recente. Brothers, com Jake Gyllenhaal, Natalie Portman e Tobey Maguire nos principais papéis. Dois irmãos, Tommy e Sam, com comportamentos e personalidades completamente distintos são o foco deste filme. Quando Sam aceita uma missão militar no Afeganistão e é feito refém por terroristas, a família recebe a notícia da sua morte. Por sua vez, Tommy que sempre havia vivido de uma forma irresponsável sente-se de repente compelido a auxiliar as pequenas sobrinhas e a cunhada tornando-se perigosamente próximo. Mas tudo muda quando Sam é resgatado e regressa a casa começando a desenvolver sintomas de uma Perturbação Pós-stress Traumático





Kinsey é um excelente filme biográfico da vida de Alfred Kinsey intrepretado por Liam Neeson conhecido como o pai da sexologia. Este biólogo criou polémica com os seus estudos baseados em entrevistas e questionários anónimos sobre práticas sexuais numa sociedade extremamente conservadora dos anos 30 e 40. É engraçado vermos a resposta hipócrita daquela sociedade quando os estudos reflectiram que a maior parte da população tinham comportamentos sexuais que eram considerados legalmente e moralmente puníveis na altura tais como o sexo oral, a masturbação e a homossexualidade.
Uma grande parte das descobertas e das teorias de Kinsey continuam hoje em dia em vigor mas muitas foram destronadas. Os seus métodos da altura são hoje considerados também completamente anti-éticos e na minha opinião Kinsey e a sua esposa tinham uma visão da sexualidade demasiado… “moderna” mesmo para os dias de hoje e muito se discute ainda actualmente sobre a vida privada deles. Kinsey foi também o responsável da escala mais famosa da orientação sexual que tinha 6 níveis sendo 0(zero) exclusivamente heterossexual e 6 exclusivamente homossexual. A surpresa surge quando os estudos revelam que a grande maioria da população a responder aos questionários se coloca algures entre o 1 e o 3 e não no 0 como a sociedade esperava e continua a esperar actualmente.





Por fim não podia deixar de fora uma excelente animação. How to Train Your Dragon foi uma verdadeira lufada de ar fresco e um filme que me deixou vários sorrisos diferentes. Sem dúvida o trabalho de muito esforço e de mentes geniais. As expressões do Fúria da Noite, o dragão principal, são impagáveis. Dêem uma olhada porque vale mesmo a pena.


quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Concluindo

Ainda relativamente ao tema anterior e para terminar, existem dois filmes que recomendo a quem quiser compreender um bocado mais a vida de alguém com uma perturbação da identidade de género. Na altura não referi porque além de ser um tema complexo de explicar por escrito, o post já ia longo.

O primeiro é o “Transamerica” que ganhou alguns Óscares há poucos anos, tem qualidade, mas na minha opinião um pouco comercial de mais.

O que eu mais recomendo é o “Soldier´s Girl”. O filme conta-nos a história terrivelmente REAL de Calpernia Addams, uma transexual que se envolve e inicia um relacionamento amoroso com o soldado americano Barry Winchell. O filme mostra-nos o tormento em que os dois viviam principalmente devido à constante provocação e humilhação a que Barry era sujeito no quartel. Infelizmente, Barry acabou por ser assassinado em 1999, aos 21 anos, por um dos colegas, enquanto dormia dentro do quartel e o filme é também uma homenagem à sua pessoa…

É na minha opinião um crime de ódio e pura ignorância, pois apesar do facto de Barry ter sido vítima de "homofobia", o relacionamento que mantinha com Calpernia era heterossexual. Tal como expliquei no post anterior ela apesar de ter nascido do sexo masculino desde sempre o seu género foi feminino, quanto ao Barry sempre havia gostado de mulheres e como ele próprio dizia, a Calpernia era apenas um pouco diferente das outras mulheres que por si só são diferentes umas das outras.

Fica o Trailler:


O tema da transexualidade apesar de todos os tabus, mesmo nos desenhos animados é retratado. Na ultima temporada do desenho animado japonês Sailor Moon (Navegante da Lua) surgiram três personagens do sexo masculino que se transformavam em mulheres sempre que iam lutar. Devido a estas personagens a última temporada da série nunca foi emitida em diversos países tendo felizmente Portugal sido uma excepção a esta censura sem sentido.

O vídeo da transformação:


Resumindo, o desenho animado do inicio da década de 90 provou ser aquele abordava o maior numero de temas LGBT de todos os tempos. Já referi em posts anteriores a importância desta situação por isso não vou voltar a faze-lo.

Recapitulando e com links para os posts em questão para quem quiser relembrar, tínhamos:

Um casal de Navegantes lésbicas.
Um casal de vilões gays.
Um vilão travesti.
Três heroínas Transexuais.

Por fim respondendo à pergunta pertinente da Teté no post anterior:

A bissexualidade define-se como uma atracção física e/ou emocional e/ou sexual por pessoas, independentemente do sexo e/ou género.


Pessoalmente considero-me pertencente a esta categoria pelo simples facto de que quando me apaixono por alguém é pela pessoa no seu todo e não pelo seu pénis ou pela sua vagina…

De resto esta ainda muito por descobrir e tudo são meras classificações e categorizações de assuntos bem mais complexas que as suas definições e que devem ser usadas para simplificar conceitos ou invés de para rotular qualquer pessoa excluindo todas as suas outras características individuais.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Iron Man 2

Já tinha visto este filme no cinema com as Kengas há uns meses atrás e tinha ficado muito desapontado. Hoje vi de novo em casa e a minha opinião mantém-se…
Se o primeiro filme até me entreteve, a sequela deixou muito a desejar. Continuo com a opinião de que os actores não foram bem escolhidos para o papel e agora ainda tinha diálogos difíceis de acompanhar e sem grande nexo, vilões pouco empolgantes e uma história pobre… Enfim, a única coisa que o salva são os fantásticos efeitos especiais.
Eu, como muitos fãs, estávamos curiosos por vermos a personagem da Black Widow ganhar vida através de conceituada actriz Scarlett Johansson. Mais uma desilusão, apesar de eu achar que era preciso uma actriz com uma aparência e uma face mais dura e mais autoritária para aquele papel, a verdade é que a Scarlett até se esforçou por representar bem a conhecida espiã russa das Bds. Contudo, continuava a parecer-me estranho ver a Scarlett num papel deste género, não enquadra. Depois, a sua cena de combate é extremamente curta apesar de muito empolgante. Mas digo-vos já que é a única coisa que vale a pena no filme…

Vou deixar aqui:




Ah mas verdade seja dita, aquele fatinho de Black Widow assenta mesmo bem à Scarlett Johansson. :p

domingo, 12 de setembro de 2010

Rome


Terminei agora mesmo de ver e fiquei com aquela sensação de querer mais… Uma série de apenas duas temporadas com um total de 22 episódios, mas que mesmo assim conseguiu a melhor pontuação que eu já vi a ser atribuída a uma série ou a um filme no IMDB! 9,2 em 10.
Com uma história empolgante, acompanhando o domínio de Júlio César assim como a sua queda, uma época extremamente conturbada em Roma. A série não fazia por deixar os espectadores exaustos de ver tantas cenas de combate focando-se mais na sociedade Romana da altura que por muito estranha que nos possa parecer, não deixa de ser interessante de conhecer e de avaliar. Gostei também do facto de finalmente ter-se aprofundado mais a importância de certas mulheres poderosas da altura como Atia, Cleópatra e Servilia, que em muito contribuíram para o desenrolar dos acontecimentos. Infelizmente na grande parte dos filmes sobre a historia e a antiguidade só é dado valor aos homens e às grandes guerras esquecendo-se todo o invólucro social que está por trás a moldar as situações.
De resto, bons cenários, um excelente guarda-roupa e acima de tudo muito bons actores a dar uma excelente credibilidade à série. É uma série pequena que sem dúvida vale a pena ver.



Descobri também que Kevin McKidd e James Purefoy que interpretaram respectivamente o Centurião Lucius Vorenus e o General Marco António haviam participado uns anos antes num filme, uma comédia gay chamada Bedrooms & Hallways (1998).



Não deixou de ser engraçado poder ver aqueles dois homens romanos cheios de virilidade enroscados e aos beijos um com o outro eheheh.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O Nosso Cartaz de Cinema

Temos tido dias preenchidos cá pelo Porto, muitos amigos para o Theo reencontrar e vários passeios e saídas. Entretanto tempos também aproveitado sempre que podemos estar os dois sozinhos :). Os nossos hobbies e gostos de entretenimento diferem bastante e o cinema é dos poucos gostos que temos em comum. Como tal temos visto alguns filmes:












Ok, se alguém me explicar como é que isto tem tanto sucesso eu agradeço…
Vi os dois primeiros e fez-me lembrar os morangos com açúcar versão paranormal… Era uma seca, um romance demasiado lamechas e cheio de blá blá blás de frustração… As poucas cenas de acção eram extremamente rápidas e nem sequer estavam muito bem feitas…. Enfim, há coisas que não entendo…

Agora, se querem ver um romance impressionante e que vale mesmo a pena eis o que sugerimos:







Um filme sobre um homem com a capacidade incontrolável de viajar no tempo. Através deste espantoso filme acompanhamos a sua vida e a da sua esposa. Um casal normal, mas com um particularidades distintas tal como todos os casais.
Vale mesmo a pena ver… além disso é com o Eric Bana ehehh os australianos são sempre os melhores!! XD







Se o primeiro filme até era interessante e tinha história este é basicamente o homem a dar tiros e socos no nariz a tudo que lhe aparece à frente… E francamente não há muito mais a dizer...







Mais um filme que não compreendi de todo o furor que causou… Nos primeiros 10 minutos do filme eu já tinha previsto o final, é um filme como uma estrutura já muito utilizada, com teorias psicológicas subjacentes completamente descabidas e francamente nem sequer está muito bem feito, cheio de falhas…







Mais um filme com muito sucesso que inicialmente me estava a desiludir. Contudo a meio do filme a história começa a desenvolver-se e toma um percurso sem dúvida interessante, emocionante e que nos deixa no final com um sorriso nos lábios! Vale a pena de facto…


Mas o melhor filme de animação dos últimos tempos, melhor mesmo que o último Shrek, é sem dúvida:







O Toy Story na minha opinião é um fenómeno diferente no mundo do cinema animado por duas razões. 1º o filme dobrado para português fica muito mais interessante do que na versão original contrariamente à grande maioria. 2º Cada sequela foi melhor que a anterior. Gostei do 1º mas não achei nada de especial, adorei o 2º, o 3º é simplesmente um dos melhores filmes de animação de sempre. Está extremamente bem conseguido, com as personagens cada vez mais cativantes, muitos momentos engraçados mas também outros profundamente emocionantes e repletos de boas metáforas para as crianças e para adultos sobre o que é a amizade…

Claro que, para quem como eu, guardou os seus brinquedos desde miúdo e foi acrescentando novos às já repletas prateleiras, tem muito mais significado.
Uma das minhas prateleiras do quarto, nem queriam saber quanto tempo demoro a limpar o pó… :p



O Post já vai enorme, mas para terminar deixo um dos momentos mais divertidos do Toy Story2 protagonizado pelo senhor e pela senhora cabeça de batata. Uma trilogia que vai deixar saudades…




quinta-feira, 24 de junho de 2010

Human Trafficking

Vimos este filme numa aula de psicologia da Justiça onde íamos abordar o tema e uma vez que a professora referiu que o filme reflectia muito bem a realidade em questão.
Um filme cruel e duro sobre o trafico humano, principalmente do sexo feminino para comércio de sexo. O filme é relativamente grande mas como não nós dá um minuto de descanso vê-se muito bem. Não recomendo para quem for facilmente impressionável porque de facto é um filme psicologicamente muito desgastante. Contudo, só quando sabemos como as coisas funcionam e aquilo que as vitimas têm de suportar, é que podemos ter o mínimo de esperança de as ajudar e de travar esta realidade abominável.

Deixo o trailer do filme “Human Trafficking”.


terça-feira, 27 de abril de 2010

Bent


Este filme de 1997, conta a história de Max (Clive Owen) um jovem irresponsável e egotista que vivia algures por volta de 1930 em Berlim.
Max tinha uma vida baseada no seu vício em sexo e em drogas que causava grande desagrado ao namorado. Nesta mesma altura o regime de Hitler começa a espalhar-se pelo país e a comunidade homossexual torna-se um dos muitos alvos a abater.
Mesmo nos campos de concentração existe hierarquias. A vestimenta dos judeus apresenta a estrela dourada que os identifica. Seguem-se os símbolos respectivos para inimigos políticos e criminosos e no fundo da lista existe o triângulo rosa que era atribuído aos homossexuais.
Após muitas provações desumanas e sacrifícios, Max consegue adquirir a estrela dourada. É neste contexto que Max conhece Horst. Um prisioneiro com um triângulo Rosa que vai mudar por completo a sua perspectiva de vida…

Além de Clive Owen o filme conta também com a participação de conceituados actores como Mick Jagger, Lothaire Bluteau e o extraordinário Sir Ian Mckellen. Este último é sem duvida um dos meus actores preferidos sendo mais conhecido pelo seu papel como Magneto nos X-Men ou pela sua interpretação de Gandalf em “O Senhor dos Anéis”. Contudo a filmografia do actor é incrivelmente extensa. Um dos primeiros actores de Hollywood a assumir a sua homossexualidade em público, vencedor de inúmeros prémios e representante de um sem número de causas pelos direitos à igualdade.

Devo dizer que é raro eu chorar em qualquer situação. Mas este filme conseguiu essa proeza e por mais de uma vez. Existem dezenas de filmes que reportam a esta época mas nenhum que eu conheço se centrava nos homossexuais. Um filme de uma brutalidade e de uma crueldade que nos faz sentir um pouco do horror e do desespero que aqueles seres humanos tiveram de suportar. Eu não consegui estar confortavelmente sentado no meu sofá e sentir-me indiferente…

Há uma altura do filme que o personagem diz:
“I love You. What´s wrong with that?”

É uma pergunta que eu já fiz muitas vezes e que nunca vi nenhuma das pessoas que são contra o casamento gay ou contra relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo, responder…

domingo, 25 de abril de 2010

Eyes Wide Open



A 7ª arte é sem duvida uma das minhas grandes paixões e em casa ou no cinema vejo uma grande quantidade de filmes. Como tal frequentemente abordo aqui alguns. Hoje assisti a um dos filmes que competiu no festival de Cannes de 2009. "Eyes Wide Open" é um filme Israelita que nos conta a historia de Aaron, homem de Jerusalém, casado e pai de 4 filhos que herda um talho após o falecimento do seu próprio pai. É neste contesto que Aaron conhece Ezri um jovem estudante que contrata como ajudante no estabelecimento.
Tudo parece perfeitamente usual até que pouco a pouco os dois homens se começam a tornar mais próximos. A sociedade começado a aperceber-se de que algo de estranho se passa começa a tornar-se numa força implacável.
Aaron terá de decidir se pela primeira vez na vida vai ser fiel aos seus sentimentos arriscando perder e deixar em desgraça a sua família e a sua honra. Um filme impressionante numa cultura que eu pessoalmente não conheço muito bem mas que nitidamente reprime a vontade pessoal e que se torna extremamente opressora.
Por outro lado a situação não é assim tão extraordinária. Não sejamos ingénuos. Se em Portugal existem centenas de homens e mulheres que desistiram da sua própria felicidade para seguir as normas sociais e familiares de criar uma família com o sexo oposto quantos não existirão em culturas mais repressoras?…

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Law Abiding Citizen

Fui ver este filme recentemente e devo dizer que é muito melhor que o Edge of Darkness que referi há uns dias e apesar de muita gente apontar semelhanças eu não encontrei quase nenhuma. Este é um filme muito mais interessante, inteligente e que nos prende ao ecrã até ao final. Contudo no final quando se tudo explica sentimo-nos um bocado enganados com uma explicação muito pouco credível e vemos que é um filme feito para agradar principalmente e cultura norte americana. É bom, não é espectacular mas está longe de ser mau.
Mas existem dois grande motivos para se ver este filme:

1 – É com o Gerard Butler.

2 – O Gerard Butler aparece despido. :p

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Mitologia Grega


De todas as religiões existentes aquela que sempre me fascinou mais foi a mitologia grega. Lembro-me de ser pequeno e ter um livro com os desenhos dos vários deuses, das princesas, dos heróis e das criaturas da mitologia grega. Todos os dias via aquele livro pensava: “Fogo estes eram muito mais interessantes do que o que se tem cá”. De todas as divindades e criaturas aquela que mais me fascinava era Pegasus, o cavalo alado que auxiliou muitos heróis gregos. Símbolo de liberdade e guardião dos sonhos.
Ainda hoje esta é a cultura antiga que mais me fascina. Com todos os seus enredos, com todas as suas histórias, relações, lições e acontecimentos. Sempre muito polvilhada com fantasia e capaz de alimentar as almas criativas mais sedentas.
Sempre considerei que uma das minhas melhores qualidades é ter uma grande imaginação que muitas vezes me prende num outro mundo que por sua vez estimula a minha criatividade neste mundo.
Graças a um dos meus melhores amigos, o T. Quase todas as 4ªs eu e mais um grupinho, temos a oportunidade de ir assistir a um antestreia. Como tal, ontem fomos ver “O confronto de Titãs”. Devo dizer que mesmo apesar de pequenas alterações na história original de Perseus, gostei muito do filme. Algumas das meninas não gostaram e acharam tudo um pouco descabido. Contudo, quando se vai ver um filme sobre mitologia grega tem de se ir a contar com o fantástico que o acompanha. Óptimos efeitos especiais, muita acção, batalhas bem concebidas e diálogos coerentes. Já para não falar que fiquei fascinado pela primeira vez ter visto um pegasus num filme e muito bem feito.
Aconselho a irem ver mas se poderem dispensem o 3D. Até costumo gostar de filmes 3D, mas neste caso só estraga.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Edge of Darkness

Ontem foi ver o novo filme do Mel Gibson. Devo dizer que o senhor devia ter ficado como realizador.
O filme é aborrecido e parece que pegaram em vários clichés de outros filmes e juntaram tudo num. Zero de originalidade, muito pouco de drama e quase nenhuma acção e muita conversa fiada e momentos estranhos…
Enfim, mais um bom investimento.
Deixo o trailler pode ser que interesse a alguém!!


terça-feira, 6 de abril de 2010

The Blind Side

Para mim é esta a magia do cinema. É entrar na sala com expectativas altas e sair de lá com elas superadas. Um filme tão normal e quotidiano, baseado em pessoas de carne e osso e que nos consegue tocar a todos e fazer-nos compreender que com um pouco de ajuda, com a compreensão dos outros e com a nossa própria força de vontade cada um de nós pode ultrapassar as suas limitações e alcançar o seu potencial máximo.
Um filme que rendou o merecido Óscar de melhor actriz a Sandra Bullock e que deveria ter ganho muito mais.

Vale a pena… ;)

segunda-feira, 29 de março de 2010

The Hurt Locker



Ontem fui ver o grande vencedor dos Óscares de 2010 e fiquei com uma grande gota à desenho animado japonês!!
Só tenho duas perguntas:
Onde é que isto merece um Óscar?
e
Onde é que isto é melhor que o Avatar ou o Inglourious Basterds??
Já vi 500 filmes e documentários iguais a este filme mas com uma história mais empolgante…
Enfim.

Mudando de assunto, já toda a gente sabia, mas Ricky Martin assumiu finalmente a sua homossexualidade ao público. As declarações podem ser lidas aqui. Não é que eu seja fã do cantor, mas estas iniciativas de dizer “sou assim e tenho orgulho” são sempre importantes principalmente quando feitas por individualidades com algum relevo social. São pequenos passos, mas caminhamos firmemente para um futuro, ainda distante, sem preconceitos…

quinta-feira, 25 de março de 2010

The Imaginarium of Doctor Parnassus


Ontem fui ver a antestreia deste filme. É um pouco confuso mas gostei bastante. É o último filme em que o Heath Ledger participou e conta-nos uma história onde estão misturados o mundo actual e um mundo construído pela imaginação daqueles que lá entram. E mais não conto.
O filme esteve suspenso durante alguns meses após a triste morte do actor que havia apenas filmado metade do seu papel. Mais tarde, Johonny Depp, Jude Law e Colin Farrell, todos amigos pessoais de Heath Ledger, decidiram dar vida ao seu personagem e terminar o filme oferecendo os seus cachês à filhota de Ledger. Na opinião de todos o último trabalho do actor não deveria ficar fechado para sempre. No final, Gilliam o director, alterou a parte dos créditos que diziam "Um filme de Terry Gilliam" para "Um filme de Heath Ledger e seus amigos”.
Trailer:

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

V for Vendetta

Vi este filme pela primeira vez no cinema em 2005 e de imediato tornou-se um dos meus preferidos. Na altura fiquei tão impressionado e assustado que disse para mim mesmo que não o ia voltar a ver. Hoje vi-o de novo…
Mais uma vez estremeci em diversas partes ao pensar como tudo muda, como o futuro pode ser incerto e como a humanidade nunca aprende com os seus próprios erros. É um filme poderoso sobre a luta pela liberdade num futuro não muito distante e que reflecte um passado também não muito distante.
Esta, para mim, é a parte mais forte do filme e fiquei muito surpreendido ao encontra-la de imediato no Youtube. Quem já viu o filme pode relembrar e quem não viu pode estar à vontade porque apesar de ser uma cena forte não é um spoiler!

(Será boa ideia desligar ali em baixo o som do Mad World e quem não for bom a inglês descance pois as imagens falarão por si...)

domingo, 21 de junho de 2009

Joanne Harris



Uma das minhas escritoras preferidas e cujos livros recomendo. Depois de ter lido “Chocolate” fiquei extremamente interessado em ler mais livros escritos por Joanne Harris. Embora o filme baseado tenha desiludido bastante, “Chocolate” é um dos meus livros preferidos e como tal continuei a acompanhar a vida de Vianne e Anouk na continuação intitulada “Sapatos de Rebuçado”. Foi simplesmente delicioso um livro à altura de “Chocolate”. Com um enredo que nos transforma em prisioneiros do livro, uma descrição que nos faz crescer água na boca e quase se sente o cheiro a chocolate quente. As personagens parecem tornar-se nossas vizinhas e de minha parte cheguei a determinada altura que já estava tão intrínseco nas motivações de cada personagem que não conseguia nem odiar a pérfida Zozie e esperava que ela se safasse no final.

Hoje terminei também a leitura de outra das suas obras, (“Gentelman & Players” ou em português “Xeque ao Rei”), um livro com um tema, história e personagens muito diferentes dos anteriores. A acção passa-se maioritariamente num Colégio Masculino e é sem dúvida o enredo mais complexo que alguma vez vi. Com uma reviravolta final estonteante e uma leitura complexa onde os mais pequenos pormenores são importantes.
A minha relação com este livro foi de amor/ódio. Eu gostei da trama, de algumas personagens, do desenrolar dos acontecimentos, da analogia ao xadrez e até não desgostei do final. Contudo este livro abordava frequentemente relações homossexuais de uma forma que não era de todo preconceituosa mas trazia consigo implícito um pouco de perversão e injustiça. Tive a nítida sensação que a autora não era muito conhecedora do tema e não levou o assunto na melhor direcção. De qualquer modo recomendo o livro por não acredito que alguém consiga prever o final. Alerto para o facto de que o livro quando traduzido para português perdeu grande parte da sua essência, embora não tenha sido nada de crucial, mas não vou dizer o porquê para não estragar o clímax final a ninguém que planeie lê-lo.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Dedo na Ferida



"Prayers for Bobby" um filme chocantemente real que me desarmou por completo… Onde vi um reflexo da minha vida e da minha história com uma grande diferença… Custe o que custar eu não vou quebrar nem vou dar essa satisfação a ninguém…

Uma manha de Setembro:

“Não voltas a chegar a casa aquelas horas estás a ouvir?”
“Enquanto víveres em minha casa tenhas 20 ou tenhas 30 anos fazes como eu disser.”
“Eu não vou ser apontado na rua como pai de um roto.”
“És uma aberração, só me voltas a chamar pai quando tiveres alguma dignidade…”
“Isso mete-me nojo! Pessoas como essas repugnam-me…”


Porque de cada vez que me fala são estas as frases que me fluem à memória durante as 2/3 palavras diárias que trocamos. Porque vejo que o seu “amor” só dura enquanto eu mantiver a “dignidade”, enquanto for aquilo que espera que eu seja.
Porque me dói sempre que lembro do rapazinho inocente que dizia orgulhosamente “O meu pai é policia” como se do super-homem se tratasse…

São aqueles que nos são importantes que nos podem ferir, o resto é irrelevante. Gosto de ser respeitado como toda a gente! Gosto que me falem em vez de me atirarem as coisas. Gosto que me oiçam! Não gosto de ser o objecto final de preconceitos ou de sentimentos de frustrações! Só peço o mesmo respeito que dou, nada mais… Sou orgulhoso, teimoso e por vezes intransigente mas são defeitos que me definem e quem me conhece e gosta de mim, aprendeu a respeita-los e a contorna-los!
É por isso que não vou deixar mais que me magoem. Muito menos quem me é próximo.
Seja familiar, seja namorado, seja amigo.
Talvez um dia fique sozinho e não precise de ninguém!
Mecanismo de Defesa?
Sem duvida….