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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Para todos os Gostos

Bem estou de volta ao blog, depois de uns merecidos dias passados no Gerês com amigos e de uma passada pelo parque aquático de Amarante. Talvez partilhe algumas fotos depois, para já voltam as sugestões de filmes.

“The Truman Show” de 1998 é uma brilhante comédia dramática que nos prova mais uma vez que, Jim Carrey tem potencial para fazer papéis complexos e interessantes ao invés dos seus habituais personagens unicamente “idiotas”. O filme já é antigo, mas francamente nunca o tinha visto e conta-nos a história de um homem cuja vida sempre foi um gigantesco “Reality Show” sem que disto tivesse conhecimento.


"Thor" de 2011 está ainda nos cinemas. Vi-o já há algumas semanas e ainda não tinha partilhado aqui. Confesso que temia que as origens mitológicas do conhecido super-herói nórdico transformassem um filme numa paródia ridícula de efeitos especiais. O que de facto não se verificou, tudo foi devidamente adaptado e filme ganhou contornos coerentes, interessantes e com efeitos visuais espectaculares. A nível da trama, na minha opinião não rivaliza com "X-Men First Class", mas vale a pena ser visto.


"Hate Crime" de 2005 trás-nos a historia de Robbie e Trey, um casal prestes a casar-se que vivia numa comunidade perfeitamente aceitante e acolhedora até ao dia que um vizinho homofóbico se muda para a casa ao lado. De um momento para o outro tudo muda quando Trey é violentamente atacado e espancado indo para o hospital em estado de coma. Confrontado com um sistema policial extremamente preconceituoso, Robbie, com a ajuda de familiares e vizinhos, terá de arranjar provas para levar o culpado à justiça. Um filme que nos surpreende continuamente e que no final nos deixa num conflito interno sobre o que faríamos naquela situação...


"Spirit: Stallion of the Cimarron" de 2002. Como não podia deixar de ser sugiro também uma animação. E uma das mais belas depois do eterno "O Rei Leão". Um filme que já vi e revi diversas vezes e que é um exemplo de determinação e de luta pela liberdade. Se um dia tiver filhos, eles vão crescer a ver este tipo de coisas. XD



PS: O Coelhinho já comeu metade das cenourinhas natalícias do povo. Mas eu avisei!! Cá por casa quem votou nele já ganiu em arrependimento e os restantes não perdem por esperar. Cheira-me que no final destes próximos anos de governo, todos os que votaram PSD vão torcer tanto as orelhas que vão ficar uns belos coelhinhos de orelhas murchas e ensanguentadas e sem dinheirinho para as tratar... PIMBA!!!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Gorducho

Quem é?
Sou eu...
Fui hoje pela primeira vez ao ginásio em 3 semanas e soube tão bem!!! E mesmo antes desse período só andava a ir uma vez por semana porque este mestrado não me permitia mais! Como se isso não bastasse, eu e a minha Kenga Baby passávamos todos os dias, fins-de-semana incluídos, sentados em frente ao computador a fazer trabalhos enquanto comíamos bolachas, chocolates e basicamente tudo que fosse porcaria.
Resultado, estava mesmo em baixo de forma, hoje ao correr meia hora já estava quase a lamber a passadeira. Enfim, agora vou passar o fim-de-semana prolongado ao Gerês com alguns amigos da faculdade e para a semana volto ao ginásio de forma regular :p
Nos últimos tempos não tenho recomendado muitos filmes por que não tido tempo de os ver, de qualquer forma deu para ver umas curtas metragens. Deixo aqui uma que me foi indicada pelo Theo.





Só não gostei que a criança tivesse uma Nintendo DS igual à minha :p

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Metáforas Deliciosas

Não é novidade para ninguém que adoro super-heróis mas, os X-Men são de longe os meus preferidos pois acompanham-me desde que me lembro. Na verdade, não tenho memória da primeira vez que ouvi falar deles, sei que nas minhas memórias mais antigas já os conhecia e foram um factor importante no meu desenvolvimento e na minha adolescência.
Entre muitas outras metáforas, os X-Men representam a comunidade LGBT, algo que eu e os fãs detectamos desde muito cedo e que mais tarde foi comprovado pelos criadores que até ao final do último século foram expressamente proibidos de o fazer ou de admitirem a existência de qualquer super-herói com uma orientação sexual diferente da heterossexual. Felizmente quando o antigo director se demitiu as coisas mudaram muito e para melhor.
Hoje houve uma réstia de tempo e lá fui ver o novo filme, agora é dedicar-me à recta final da faculdade, já só faltam dois trabalhos.


Deixo dois excertos do filme que comprovam aquilo que digo em muitos dos diálogos dos personagens.
O primeiro é a resposta de um dos funcionários de uma organização militar quando abordado sobre o facto de ser um mutante. Encontram alguma semelhança com alguma realidade americana?? Delicioso…



O segundo, é um dos traillers e inclui vários diálogos interessantes.

sábado, 28 de maio de 2011

Voltaram as Recomendações!!!

Como tenho dito ando ocupado nestes últimos tempos, até devem estranhar não ter aqui as minhas habituais recomendações de filmes, séries e animes.
A verdade é que tive de abolir temporariamente o meu lema de “Um filme por dia nem sabe o bem que lhe fazia” eheheheh. De qualquer modo, tem alguns que já vi há algum tempo e não tinha ainda recomendado.

“Tropa de Elite 2" de 2010. Nem de propósito, a quando da minha chegada do Brasil, e porque já estava com saudades do Theo, decidi dar uma olhada neste filme que tão bem retrata a realidade do Rio de Janeiro. Tenho a dizer que até fiquei surpreendido pela positiva. Tinha achado o 1º um pouco bárbaro de mais, muito focado nas estratégias militares e esperava o mesmo deste, mas estava enganado. Neste, é dado muito maior destaque ao lado emocional dos agentes e das famílias tornando o filme muito mais interessante apesar de igualmente chocante a nível da violência e da crueldade explícita.




“Maurice” de 1987 e um dos filmes responsáveis por lançar Hugh Grant no estrelato. Uma brilhante e dificílima interpretação, na minha opinião, que obrigou o actor a encarar um personagem com uma dinâmica e postura que se foi alterando drasticamente ao longo do filme.

Na antiga e conservadora Inglaterra, a sexualidade era algo extremamente reprimido e sobre o qual não se discutia sendo a homossexualidade um crime condenável por lei… É neste ambiente pesado que dois rapazes adolescentes e apaixonados crescem e se tornam adultos, altura em que decidem encarar de forma extremamente discordante a sua homossexualidade. Um casa-se com uma mulher para manter o seu estatuto mas o outro recusa-se a viver uma vida de mentira…

Uma história belíssima e interessante que apesar de nos reportar a um passado distantes, acaba por ainda estar muito representada nos dias de hoje.





“Street Fighter –The Anime”. O pessoal da minha geração certamente passou alguns dias da sua infância a jogar Street Fighter. Como tal, numa onda nostálgica decidi assistir uma velha serie de Anime baseada no jogo que nem sabia que existia. São 29 episódios e alguns filmes que me surpreenderam pela positiva com uma história bastante cativante. E eu que estava à espera de pancadaria do inicio ao fim…




“Saint Seiya – Lost Canvas” ou em português, “Os Cavaleiros do Zoodiaco – A Tela Perdida”. Esta é uma serie que como já disse, acompanho desde pequeno, como tal não pude deixar escapar a nova temporada. Eu e o meu primo que também é um amigo de infância acampamos no chão da sala e em duas noitadas até as 5:30 da manha, despachamos avidamente os 18 episódios que existem até ao momento.

Contrariamente ao que possa parecer, está série não é uma continuação da anterior mas sim uma prequel ou seja, retrata acontecimentos que ocorreram muito antes da anterior. A empresa que dá vida a esta série também é diferente e os desenhos são distintos e mais detalhados que os da antecedente. Tirando o Cavaleiro de Andromeda, os meus preferidos sempre foram os Cavaleiros de Ouro e devo dizer que o impossível aconteceu. Os Cavaleiros do Ouro desta série ainda conseguem ser mais incríveis que os outros. ;)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Un Amour à Taire

Como já estão fartos de ler por aqui, sempre me interessei pelas questões da orientação sexual a nível social, histórico e mesmo cinematográfico.
Infelizmente a nível do cinema LGBT, ainda há muito a ser feito. Vejo muitos filmes nesta temática e devo dizer que na minha opinião apenas se aproveita 1 em cada 5. Ou são demasiado estereotipados, ou supérfluos, ou com uns romancezinhos ranhosos que não interessam a ninguém.
Contudo, de quando em vez, surge uma verdadeira Pérola. É o caso de “Un Amour à Taire” ou em inglês “A Love to Hide” de 2005.
Aviso desde já que é um filme pesadíssimo mas que tem de ser visto. Afinal, só se consegue um futuro melhor quando se reconhece os erros do passado. Como tal, preparem-se com uma caixa de lenços de papel porque todos os que já viram o filme admitiram que começaram a chorar a meio e só pararam algum tempo depois do fim…
Na década de 40 em França e em plena guerra mundial, uma família de judeus é emboscada enquanto tentava escapar para Inglaterra. Apenas Sarah, uma das filhas conseguiu por pura sorte escapar com vida. Desesperada, procura a ajuda de Jean um amigo de infância por quem ainda é apaixonada. Nesta altura, Jean esconde Sarah na casa de Philippe, o seu namorado, e a relação dos dois é exposta a Sarah para seu choque. A partir desta altura, os segredos que os 3 tentam desesperadamente esconder começam a ameaçar as suas vidas principalmente depois que Jacques, o invejoso irmão de Jean descobre tudo…
Sem dúvida o melhor filme que vi este ano e que ficará para sempre como um dos filmes da minha vida…


Foi apenas em 2001 que a deportação de homossexuais foi oficialmente reconhecida pelo estado Francês e apenas em 2002 é que o governo Alemão efectuou um pedido de desculpas público à comunidade gay e às famílias das vitimas.
A deportação de homossexuais alemães iniciou-se em 1933 com a ascensão Nazi ao poder, mas depois estendeu-se pelos países anexados e ocupados.
De acordo com o memorial Norte-Americano ao holocausto, 100mil homossexuais foram presos entre 1933 e 1945. Os estudos indicam que 60% da população gay aprisionada nos campos de concentração foi assassinada o que se torna um dado interessante para retirarmos as nossas conclusões quando comparamos com as seguintes percentagens mais elevadas, os 41% dos prisioneiros políticos. Sob a política do Arbeit macht frei ("Libertação pelo Trabalho") nos campos de trabalhos forçados, os homossexuais recebiam os trabalhos mais pesados ou perigosos. Os soldados da SS utilizavam também muitas vezes o triângulo rosa, que os homens gays eram obrigados a usar, como alvo para prática de tiro. Muitos outros morreram às mãos de médicos nazis em experiências "científicas" destinadas a localizar o "gene gay" de forma a encontrar "curas" para as futuras crianças arianas que fossem gays.
Após a guerra, as indemnizações e pensões sociais atribuídas a outros grupos de prisioneiros foram negadas aos homossexuaiss, que continuavam a ser considerados criminosos. Alguns homossexuais foram mesmo obrigados a cumprir as suas penas de prisão até o fim, independentemente do tempo passado em campos de concentração.

"Pierre Seel, um sobrevivente francês gay do Holocausto, teve a coragem de contar as suas experiências sob controlo Nazi. Quando estes subiram ao poder e ocuparam a sua cidade natal, Mulhouse, na Alsácia-Lorena, o seu nome constava de uma lista de gays e ele foi mandado apresentar na esquadra da polícia. Obedeceu para proteger a sua família de possíveis retaliações. Ao chegar à esquadra, ele e outros homens gays foram espancados. A alguns, que tentaram resistir, foram-lhe arrancadas as unhas. Outros foram violados com réguas de madeira partidas e tiveram os intestinos perfurados, causando graves hemorragias. Depois de ser preso, foi enviado para o campo de concentração de Schirmeck, onde foi forçado a assistir, conjuntamente com os outros prisioneiros em formatura, à execução do seu jovem namorado de Mulhouse que tinha apenas dezoito anos. Steel conta que os guardas o despiram completamente, enfiaram-lhe um balde de metal na cabeça e atiçaram os seus cães pastores alemães, que o morderam até a morte."


Informações retiradas de vários artigos sobre o assunto e do Wikipédia.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Limitless

Felizmente para mim que sou um cinéfilo, tenho um amigo que além de ser uma pessoa espectacular, ainda tem a vantagem de arranjar bilhetes grátis para as antestreias. Confesso que regra geral nem pergunto qual é o filme, afinal, “a cavalo dado não se olha o dente”. :p
Hoje fui ver o filme “Limitless”, sobre a criação de uma droga com a capacidade de desbloquear a totalidade do cérebro humano de modo que as pessoas podiam aceder à totalidade das suas capacidades cognitivas. O pior eram os efeitos secundários… Mas não vou falar para não estragar a quem pretender ver. Limitless, não sendo fenomenal, até entretém embora exista uma mão cheia de cenas completamente ridículas. Fica o Trailer:


De qualquer modo, na verdade, não foi o filme em si que me fez falar dele aqui mas sim aquilo que é dito numa das cenas e que eu achei verdadeiramente “engraçado”.
“See all countries which have dominated the world.
Portugal with his big massive navy.
All they got now is codfish and cheap condoms.”

terça-feira, 26 de abril de 2011

Millennium

Há alguns meses terminei de ler a fabulosa trilogia da Millennium e ainda não tinha abordado aqui no blog. Escritos por Stieg Larsson, estes livros tornaram-se um fenómeno mundial ao qual o autor, infelizmente, não teve oportunidade de assistir dado que faleceu em 2004 vítima de um ataque cardíaco.
A sua companheira de vários anos, Eva Gabrielsson, tem em sua posse vários documentos que poderiam servir para constituir pelo menos mais 2 volumes. No entanto, dado que Eva e Stieg apesar de viverem juntos, não eram casados e como não havia testamento, todo o valor da venda dos livros de Stieg vão directamente e exclusivamente para a sua família. Possivelmente os leituras nunca terão oportunidade de ler esses volumes mas, felizmente, no fim do 3º já é dado um final ao enredo.
Stieg sempre fora um defensor dos direitos das mulheres desde os 15 anos em que assistiu impotente, vários homens a violarem uma jovem de nome Lisbeth. Ironicamente, Lisbeth é uma das personagens principais da trilogia, tendo também ela sido vitima de violência sexual ao longo dos livros, mas Lisbeth recusa-se a assumir uma postura de vitima. A violência contra as mulheres tem assim um papel primordial nestas obras de Stieg Larsson assim como, a corrupção política, o poder dos mídia e a influência que a aparência física tem nos nossos direitos sociais.
Deixo também o trailer dos filmes que como já se sabe não fazem nem sombra à qualidade dos livros.








sexta-feira, 22 de abril de 2011

Rio

Nem a propósito da recente chegada do Tico, eu e as minhas Kengas fomos ver o filme “Rio”.
Apesar de não ser tão bom como o “Toy Story 3” ou o “How to Train Your Dragon”, é bastante divertido e agradável de ver. Além disso os cenários maravilhosos levaram de volta às praias e calçadas do Rio de Janeiro.
O ponto baixo foi a dobragem…
Geralmente acho que os portugueses são muito profissionais nesta área e fazem boas dobragem de desenhos animados, o que já não acontece com os americanos ou os brazileiros. Claro que ninguém dá vida, personalidade e emotividade a um “boneco” como os japoneses mas mesmo assim Portugal é muito bom nesta área.
Contudo neste caso foi algo asqueroso de se ouvir. Muitas personagens falavam português do Brasil mas os actores eram nitidamente português e como tal o sotaque era horrível e intragável. Chegámos a uma certa altura do filme que eu acho que eles até deixaram de se esforçar e já nem dava para entender quem falava Português do Brasil e quem falava Português de Portugal. O que é completamente idiota, com tantas pessoas da comunidade brasileira a viver em Portugal, mais valia terem contratado algum deles. Intragável.
Conclusão: Vejam a versão original.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Filmes e Animes

"November Moon” de 1985 foi-me sugerido pela K. Retrata fielmente a época conturbada da segunda guerra mundial. No filme, acompanhamos a história de November, uma alemã judia que foge para França onde inicia uma relação com Férial, uma mulher francesa. No entanto, a relação pode ser bem mais perigosa para ambas do que inicialmente supunham. Uma obra de arte já com alguns anos, um filme algo desconhecido mas que nos prova que nem todos os filmes bons são famosos.



“Frankie and Alice” de 2010 é filme baseado num caso clínico verídico de uma mulher negra com uma Perturbação Dissociativa da Identidade (múltiplas personalidades). Frankie sobrevivia com o dinheiro que ganhava num bar de strip-tease na década de 70 e tinha um grande historial de momentos de amnésia em que de repente acordava num local completamente desconhecido. Mais tarde, com a ajuda de um médico psiquiátrico o seu diagnóstico tornou-se possível tendo o médico interagido com as três facetas da sua personalidade que eram a própria Frankie, uma criança sobredotada e Alice, uma mulher “caucasiana” e profundamente racista. Depois disto, a sua vida envolta em mistérios e traumas passados começa a vir ao de cima e a dar-nos uma justificativa para esta perturbação tão severa.
Como já referi várias vezes aqui no blog considero a Halle Berry a minha actriz preferida e uma das mulheres mais atraentes da actualidade. Também poderia dançar ali a musiquinha do Ice Tea :p. Contudo, devo dizer que ela neste filme, ainda me conseguiu surpreender com aquela que eu considero ter sido a sua melhor actuação. Na minha opinião, foi um papel muito mais intenso e impressionante do que aquele que interpretou em “Monster´s Ball” e que lhe rendeu o Óscar de melhor actriz na altura. Um filme surpreendente a todos os níveis e uma interpretação impossível de esquecer. Tenho pena que este ano, apesar de ter sido nomeada para os globos de ouro tenha sido vencida pela Natalie Portman além de ter sido ignorada para os Óscares…



“Angels in America” é uma adaptação televisiva da aclamada peça de teatro em 2003. Foi-me recomendada pelo Pinguim e eu e o Theo tiramos uma tarde inteira para assistir dado que tem mais de 5 horas.
Apesar das interpretações serem um pouco teatrais, o que se justifica, é um brilhante reflexo metafórico dos primeiros anos em que o flagelo da SIDA começou a ceifar as suas primeiras vitimas. Felizmente que nos dias que correm a situação se alterou bruscamente e existem tratamentos que garantem aos infectados uma qualidade de vida muito semelhante à de qualquer outra pessoa e uma esperança de vida também indeterminada.
Apesar do tom pesado, não podemos deixar também de aclamar as brilhantes interpretações daqueles que são os actores bem conhecidos e adorados de qualquer amante de cinema, tais como Meryl Streep, Al Pacino, Emma Thompson, Mary-Louise Parker, Patrick Wilson, entre outros…




“Jojo´s Bizarre Adventure”. Por fim, um anime de 13 episódios que terminei de ver ontem. Apesar de me ter entretido, não recomendo a quem, como eu, não leu a manga em que o anime se baseia. É que caso contrario terá alguma dificuldade em contextualizar-se. O anime na verdade é estranho em todos os sentidos. Os episódios 8-13 foram lançados em 1996 tendo os episódios 1-7 sido lançados mais tarde em 2002… Como se isto não bastasse, um filme que se passa antes da série foi criado em 2007.
Os próprios personagens têm uma aparência algo estranha e são capazes de invocar uns seres espirituais com poderes sobre-humanos. Os protagonistas vão encontrando novos companheiros ao longo da série na busca de força suficiente para derrotar um espírito maligno que despertou após anos de aprisionamento. A minha personagem preferida era Iggy, o pequeno cãozinho com traços anti-sociais que acompanhava o grupo. Contudo, tal como a maioria das personagens, também Iggy foi cruelmente morto no final da série de uma forma terrivelmente sangrenta que aliás se pode ver no vídeo. Típico das minhas personagens preferidas morrerem nos animes como certamente já repararam ehehhe.




sexta-feira, 25 de março de 2011

Cinema de Qualidade!!

“The Elephant Man” (1980) foi-me recomendado pelo Rafeiro Perfumado e conta com a brilhante participação de Anthony Hopkins e John Hurt nos principais papéis. O filme reproduz a historia de vida de Joseph Merrick um homem que nasceu com uma deficiência congénita que lhe causava o crescimento anormal de várias partes do corpo. Como resultado, sempre havia sido tratado como uma aberração e uma atracção de circo até ser descoberto por médico com um pouco de humanidade. Joseph Merrickk veio a provar que a sua deficiência era puramente física que queria apenas o mesmo que qualquer pessoa; amigos, felicidade e ser tratado dignamente como o ser humano que era. Um filme impressionante a vários níveis!!

“Making Love” (1982) é algo extremamente arrojado para a altura que foi criado. O filme acompanha a vida de um jovem casal bem sucedido cujo marido começa a ceder aos seus desejos homossexuais reprimidos iniciando uma relação com um homem. A história desenvolve-se intercalada com os 3 personagens principais a falarem directamente para o espectador de uma forma muito introspectiva explicando o que estavam a sentir. Filmes como este não me permitem compreender o porque de tanto alarido a quando da estreia da Brokeback Mountain em 2005. Muito melhores filmes de temática gay foram criados muito antes com histórias bastante mais interessantes. Mas na altura parecia que o Brokeback Mountain tinha sido o primeiro. Infelizmente por vezes os filmes Hollywoodescos com os seus actores e realizadores super conhecidos acabam por sobressair mais devido às suas campanhas de Markting do que à própria qualidade. Com isto não quero desvalorizar os brilhantes trabalhos que muitas vezes fazem, obviamente. Voltando ao filme em questão alerto para o facto do Theo não ter gostado muito, dizendo que era “um bocado seca” e “filme para psicólogos”. Não encontrei nenhum trailer mas fica a única cena do filme que estava no Youtube.





“Big Fish” de 2003 foi-me recomendado pelo Outro Coelho e mais uma vez prova-nos porque motivo Tim Burtun é tão aclamado. Inesperadamente, sendo fã do director era estranho ainda não ter visto. O magnifico filme acompanha os últimos dias de vida de um homem cuja história de vida sempre fora contada entre o limiar da realidade e da ficção. Situação esta que viria mais tarde a fazer com que o seu filho se afastasse acusando-o de nunca lhe ter contado a verdade sobre nada e de viver num mundo imaginário. Mas por vezes, a verdade e a ficção misturam-se de facto e tudo só depende da forma e das metáforas que utilizamos. Sem dúvida um dos meus filmes preferidos que vale mesmo a pena ser visto.


“Tangled” de 2010 ou Enrolados em Português, é mais um dos fantásticos trabalhos da Disney. Como já referi aqui, 2010 foi na minha opinião o ano mais rico em filmes de animação e Tangled merece ser mencionado. Uma adaptação brilhante da história da Raponzel com muita comédia, emoção e música. Disney brilhantemente num estilo bem Old School…
Na minha opinião só perde por ter demasiada cantoria, mas o facto de ter visto apenas no cinema no Brasil (dublado como eles dizem) não terá ajudado.



sexta-feira, 18 de março de 2011

Eu Não Quero Voltar Sozinho

A vencedora da melhor curta metragem no Brasil no ano de 2010! Foi o Theo que me mostrou e fiquei deliciado :)
Vale a pena gastarem estes minutinhos pois está fantástica a quase todos os níveis!! Mais não digo para não estragar a surpresa, vejam. ;)


domingo, 13 de março de 2011

Filmes Biográficos

Sempre gostei de filmes que nos dessem algo de novo, uma nova perspectiva de um dado assunto, um motivo para analisar os nossos próprios valores ou simplesmente conhecimento. Por essa mesma razão recentemente tem-me agradado ver filmes biográficos que procuram retratar pessoas e acontecimentos reais. Claro que nenhum filme é uma cópia do real mas enriquecem-nos e deixam-nos os dados necessários para se quisermos investigar.
Seleccionei alguns para recomendar como é claro. :)

“Borstal Boy” de 2000 é baseado no livro de Brendan Beham sobre a sua própria vida. Brendan era um adolescente irlandês e membro da IRA aprisionado na Inglaterra depois de tentar bombardear as docas de Liverpool. Sendo ainda menor de idade, o jovem foi enviado para um estabelecimento de correcção inglês onde se auto intitulava um prisioneiro de guerra desdenhando qualquer tipo de contacto. Contudo, conforme vai interagindo com os colegas, com a chegada da filha do director e com um recente interesse pela literatura, Brendan vai alterando as suas perspectivas conforme se vai definido e descobrindo.
Um belíssimo filme sobre um dos mais conceituados escritores irlandeses que infelizmente faleceu aos 41 anos em 1964 vitima dos seus vícios alcoólicos.





“Bernard and Doris” de 2007 é uma comédia dramática baseada na vida de Doris Duke e do seu mordomo Bernard Lafferty. Apesar do argumento não seu o melhor do mundo as interpretações e roteiro tornam o filme bastante interessante. Saliento a magnifica interpretação de Ralph Fiennes que como já referi aqui no blog, é um dos meus actores preferidos.





“Amália – O Filme” de 2008 nunca me tinha chamado a atenção. Nem o facto de o meu pai aparecer no filme como figurante me tinha levado a querer vê-lo. Contudo o Theo insistiu e acabei por levar para assistirmos no Brasil. Confesso que tive uma surpresa muito agradável e penso que o filme está estruturado de um forma bastante interessante. Estava à espera de apanhar “uma seca” dado que nunca fui muito fã de fado ou da Amália, embora reconheça o seu contributo, mas a verdade é que me entreteve bastante.





“Proteus” de 2003 é um filme baseado nos registos criminais do século 18 sobre o julgamento de dois prisioneiros no Sul de África. Muitos dos mistérios sobre o que realmente se passou continuam por explicar pois, apesar da homossexualidade ser punida com pena de morte na altura, ainda agravada pelo facto de ambos serem de etnias diferentes, a relação durou mais de 20 anos. Os dois conheceram-se ainda adolescente e só perto dos 40 é que foram acusados do “crime” e levados a julgamento em 1735. Na minha opinião, o melhor filme dos quatro e carregado de excelentes simbologias. No filme é possível encontrar diversos objectos que não poderiam existir na altura como sacas de plástico, máquinas de escrever, óculos de sol e mesmo um jipe. Obviamente que não se tratam de erros, o propósito foi de demonstrar que apesar daqueles acontecimentos se terem passado há quase três séculos, o mesmo tem vido a acontecer ao longo da história até à actualidade!!


domingo, 6 de março de 2011

O Argumento não é Tudo...

Considero que o argumento em si, é dos factores chave para o sucesso de um filme seguido de perto pela interpretação dos actores e pela direcção.
Na minha opinião, os 3 filmes que se seguem não primam por ter “as melhores histórias do mundo” mas outros factores fizeram com que eu os achasse merecedores de serem recomendados. É que contrariamente ao que possam pensar, apesar de eu recomendar muitos filmes eles não são nem um quarto dos que vejo. Sou muito selectivo eheheh.

"A Single Man" de 2010 foi-me sugerido pela Teté apesar de já há muito o planear ver. O filme faz-nos acompanhar a vida de um professor universitário de meia-idade numa fase confusa e depressiva da sua existência após a trágica morte do seu namorado vários anos mais novo. Não acho a história em si nada de fabuloso mas Julianne Moore e Colin Firth surgem-nos numa das melhores interpretações das suas carreiras. Aliás o Colin Firth na minha opinião merecia ter ganho o Óscar com este filme no ano passado por isso, este ano, foi uma compensação mais do que justa!!
O que mais me agradou, é que o filme foi baseado num livro de Christopher Isherwood de 1964 na altura em que o actor se separou do namorado, um rapaz vários anos mais novo, como forma de lhe mostrar como seria a sua vida sem ele. Mal sabia ele o sucesso que teria e a verdade é que os dois se mantiveram juntos até à morte de Christopher em 1986. Don Bachardy, o namorado, tem actualmente 76 anos e uma reconhecida carreira como pintor.
É que durante as brigas de namorados há quem peça desculpas, com uma Sms, com um e-mail, uma carta ou mesmo pessoalmente e depois há quem escreva um livro inteiro. :)




"Poster Boy" de 2004 tem uma história relativamente básica e as interpretações também não são nada de extraordinário. O filme acompanha a história de um jovem cujo pai se está a candidatar a Presidente da Câmara usando uma estratégia plenamente homofóbica como plano de fundo e exibindo a sua família como modelo dos bons costumes. O que o candidato não sabe é que o seu único filho é na verdade um homossexual cansado de “viver no armário”. O bom do filme são os diálogos, quem escreveu o roteiro foi brilhante na minha opinião pois, adicionou no filme ideias e valores extremamente interessantes e que nos fazem pensar…



Legend of the Guardians (2010) na verdade tem uma história engraçada e personagens relativamente cativantes embora não consiga rivalizar com os filmes deste ano como o “Toy Story 3” e “Gru, O Maldisposto!”. O que me leva principalmente a menciona-lo é a pormenorizada arte com que foi concebido. Cada folha e cada rocha dos cenários ou mesmo cada pena dos personagens foi minuciosamente criada. Apesar de tudo feito a computador os pássaros parecem verdadeiros. Muitas pessoas desdenham a arte computorizada como se as máquinas fizessem tudo e esquecem que por trás de um computador tem várias pessoas e que um trabalho destes demora anos a ser criado e com muito trabalho para que tudo saia perfeito. E isso para mim, é sem sobra de dúvidas, Arte…

terça-feira, 1 de março de 2011

Ver para Crer

A grande maioria dos filmes que vou recomendar, na verdade, já os vi antes de ir para o Brasil mas não tinha tido tempo de lhes dedicar um post.

A.I. Artificial Intelligence(2001) de Steven Spielberg é um dos meus filmes preferidos desde a minha adolescência e recentemente decidi revê-lo. O filme narra-nos a história de um pequeno robot com a forma de uma criança humana que foi concebido para desenvolver a capacidade de amar a sua mãe adoptiva incondicionalmente. E a pergunta que logo no inicio alguém faz é: Será um humano capaz de amar aquela “criança” da mesma maneira?
E a partir da altura que uma máquina consegue experienciar emoções e sentimentos, passa a ser humano ou continua um objecto?
É o facto de sermos orgânicos que faz de nós seres humanos, o facto de termos órgãos cérebro e coração? Um lagarto também os tem…
E o robot? Podemos alegar que as suas respostas emocionais não são mais do que programas incutidos nele… Mas, não são também os seres humanos programados para se comportarem de determinada maneira numa sociedade?? Que eu saiba ninguém nasce com ciúmes, vergonha ou culpa mas a sociedade programa-nos para experienciarmos essas emoções em situações especificas…
Mas vejam e tirem as vossas próprias conclusões!!
Um bom filme com as brilhantes interpretações de Haley Joel Osment (o miúdo do Sexto Sentido) e Jude Law. Mas o meu preferido era o ursinho de peluche robot :) Infelizmente não encontrei um trailer que lhe faça justiça.



The Donald Strachey Mysteries são uma série de livros criados por Richard Setevenson dos quais quatro foram adaptados a filmes. As histórias retratam a vida de Donald Strachey um Inspector Privado expulso do serviço militar americano devido à sua orientação sexual e interpretado por um dos meus actores preferidos e que já referi aqui no blog, o Chad Allen. Os filmes têm tudo o que se espera de qualquer filme com temática policial portanto qualquer pessoa que goste deste género de filmes ficará satisfeito.
Os casos que Donald Strachey tem para solucionar tendem a relacionar-se com questões problemáticas para a comunidade LGBT como por exemplo o preconceito no local de trabalho, as clínicas de “cura” gay e a velha política militar americana do “Don´t Ask Don´t Tell”.
Pessoalmente, o que mais me agradou foi a forma simples, natural e sem estereótipos com que retrataram a relação de Strachey com o seu marido Timothy.
O nome dos quatro filmes são:
Third Man Out (2005)
Shock to the System (2006)
On the Other Hand, Death (2008)
Ice Blues (2008)




Despicable Me (Grú, O Maldisposto) de 2010 é um "must see" da animação. Inicialmente quando vi o trailer não me suscitou grande interesse mas depois dei uma oportunidade ao filme e fiquei enternecido. É um dos filmes mais cómicos de sempre mas também muito emotivo. Fiquei muito desiludido por não ter pelo menos entrado nas corridas aos Óscares porque merecia sem qualquer sobra de dúvida. Sempre que me lembro de personagens como as três meninas ou os “Minions” dá-me vontade de rir. :)







2010 foi na minha opinião o ano mais rico a nível de filmes de animação e os mesmo suplantaram a qualidade da grande maioria dos outros filmes. Assim o meu top animações é:
1 – Toy Story 3
2 – Grú, O Maldisposto
3 – How to Train Your Dragon
4 – Tangled

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Back to Reality

Estou de volta a Portugal e já com imensas saudades do calor do Brasil e principalmente do Theo. Agora inicia uma nova contagem decrescente para o reencontro. Depois de tantas semanas fora chego aqui e tenho imensas coisas para resolver e para actualizar. O Blog vai também retomar a sua actividade normal e vou brevemente colocar algumas fotos da viagem e fazer uma visitinha a todos os meus pontos de leitura bloguisticos habituais.
Entretanto vim mesmo a tempo de assistir à cerimónia de entrega dos Óscares. Considerei a mesma verdadeiramente fraquinha. Sem grandes surpresas embora na minha opinião Inception e Toy Story 3 tenham recebido os seus merecidos prémios assim como Natalie Portman e Colin Firth que na verdade já merecia ter ganho no ano anterior. De resto os anfitriões deixaram muito a desejar principalmente o James Franco que apesar de ser muito bom actor e bastante atraente parecia uma múmia monocórdica completamente drunfada.

Esta visto que não há nada como entregar as honras aos veteranos.

Por fim devo dizer que estou numa verdadeira excitação desde que vi o trailer do novo filme X-Men: First Class com estreia prevista para o inicio de Junho. Deixo-vos o trailer para aguçar o apetite.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Para Refletir:

“Tomorrow, When the War Began” de 2010 é um filme australiano baseado nos livros de John Marsden. É maioritariamente um filme de acção sobre 8 amigos que decidiram passar uns dias fora de casa na precisa altura que o seu país foi atacado por forças estrangeiras. Não estava muito expectante na altura em que li a descrição do filme mas a verdade é que gostei bastante. O filme consegue algo raro, que é desenvolver todas as personagens de forma a criar empatia nos espectadores para com cada uma delas. A verdade é que achava todos eles tão “reais” que passei o filme todo a torcer para que não morressem. É importante também salientar as reflexões que são feitas pelos personagens sobre “A Guerra”. Porque não sejamos inocentes, infelizmente “a guerra” faz parte do passado, do presente e do futuro da humanidade…





“Save Me” de 2007 é um verdadeiro “must see”. O filme retrata a vida num centro de “cura” para homossexuais nos EUA. Pelo que conheço do assunto devo dizer que este centro em questão era muito “soft”, baseando o seu programa em orações e reflexões, em contraste com outros que existem que usam terapias com choques eléctricos e outras formas de tortura para expulsar o “mal gay” de dentro das pessoas… Não, não é coisa do passado, estes centros existem mesmo e há várias publicidades espalhadas pela Internet. Já vários estudos comprovaram a ineficácia dos procedimentos e salientam que não existe “cura” para algo que nem sequer é uma doença, contudo o desespero de muitos continua a conduzi-los para estes locais onde não encontram nada mais do que sofrimento psicológico e constantes conflitos internos que foram amplamente explorados neste filme.
Chad Allen é um actor cujo trabalho descobri recentemente em vários filmes e o seu profissionalismo em muito me agradou. Neste filme, interpreta Mark, um toxicodependente que levava uma vida de irresponsabilidade até a altura que uma overdose leva o irmão e a mãe a envia-lo para um destes centros. Sem outro lugar para onde ir, Mark aceita permanecer na instituição e vemos o desenvolvimento dele, o final deixo para vocês descobrirem...
Curiosamente a cena de intimidade inicial do filme é divida com Jeremy Glazer, também um conceituado actor e namorado de Chad Allen há alguns anos. Robert Gant e Judith Light são os actores principais que contracenam com Chad Allen e amigos pessoais do casal na vida real. Na "vida real" os 4 actores são activistas importantes em diversas causas e instituições pelos direitos das minorias, pela igualdade de género, pela luta contra a SIDA, pelo problema do envelhecimento na comunidade gay na inexistência de descendência e de cuidadores familiares (SAGE).





“Atonement” (Expiação????) em português é um filme de 2007 que me foi recomendado pelo Rafeiro Perfumado e que de facto adorei. Conta com a participação de Keira Knightley e James McAvoy nos principais papeis e acompanhamos a história de uma jovem adolescente cuja imaginação fértil e o ciúme a levam a acusar o namorado da irmã de um crime que não cometeu. O resultado prova ser catastrófico e irá desencadear repercussões irremediáveis na vida do casal e das famílias de ambos. Um filme brilhante com um dos fins mais surpreendentes de sempre. Não o vou contar mas acreditem que quando virem não vão acreditar…





"The Laramie Project" é um filme em tom de documentário que reproduz um resumo das mais de 400 horas de entrevista e do julgamento sobre o assassinato de Matthew Shepard. Matthew era um jovem estudante universitário de 21 anos com cerca de 1.60 e 46kg e que foi assassinado por dois outros jovens bem constituídos que alegaram em tribunal que entraram em pânico quando souberam que Matthew era gay e tiveram medo que este tentasse alguma coisa com eles…
Devido a esse “medo” Matthew foi espancado, torturado, e amarrado a uma cerca onde foi abandonado durante mais de um dia enquanto se esvaía em sangue até que um ciclista e uma polícia o encontram, já tarde de mais. Ambos referem que o rapaz estava em estado irreconhecível e que os únicos locais da cara que não estavam cobertos de sangue eram dois finos carreiros por onde as lágrimas tinham corrido…
Este é considerado um dos mais chocantes crimes de ódio dos EUA e foi o responsável pela alteração e criação de leis relativas aos crimes de ódio com o intuito de defender as minorias. Existem diversas instituições de apoio a vítimas de discriminação que se baptizaram com o nome do jovem como forma de homenagem.
O filme é particularmente impressionante pelo discurso dos pais de Matt e pelo discurso de vários habitantes de Laramie, sendo que muitos desculpabilizavam os agressores, culpando Matthew e mesmo alegando que o jovem teve aquilo que merecia pois: "o lugar dos paneleiros é no Inferno…"
O filme conta com a participação de vários actores conhecidos como Laura Linney, Ben Foster, Clea DuVall, Jeremy Davies, Nestor Carbonell e Michael Emerson. Os três últimos coincidentemente voltaram a trabalhar juntos na conhecida série “Lost”.

Por fim deixo um diálogo do filme que nos deixa uma reflexão interessante:

“Então que peça eles vão fazer na escola este ano?”
"Deixa eu ver, 'Angels in America'."
"Espera. Angels in America? Não é aquela peça com aquela cena? Então e vais fazer o teste para participar?"
"Sim, eu vou."
"Mas tu sabes, homossexualidade é pecado. Homossexualidade é pecado."
Mas a melhor coisa que eu sabia que tinha para eles era que eles tinham acabado de me ver pouco antes, no palco em Macbeth. Eu mato uma criança e Lady MacDuff e dois tipos, certo?
Eu, tipo... "Mãe, mãe, eu acabei de interpretar um assassino hoje à noite e tu não viste nenhum problema nisso...”



segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Um filme por dia nem sabe o bem que lhe fazia

Este ano, o primeiro post vai ser dedicado à sétima arte dado que tenho tentado ver pelo menos um filme por dia. Tenho tentado também dar uma espreitadela pelo que tem sido feito ao longo dos anos na cinematografia gay e no meio de muita coisa sem interesse encontrei dois filmes que não sendo excelentes, são bastante bons.

“Beautiful Thing” de 1996 é um filme extremamente fiel ao que a maioria dos adolescentes vive durante a descoberta da sua orientação sexual. Tenho a certeza que muitos conseguirão ver algumas das suas experiências reflectidas neste filme.




“Mulligans” é um filme de 2008. Tyler, um jovem universitário muito popular entre as raparigas convida o seu melhor amigo, Chase, para passar as férias de Verão com a sua família. Durante as férias os dois rapazes passam imenso tempo juntos e Chase acaba por confessar a Tyler que é gay. Como se a situação já não fosse suficiente para afastar os dois amigos, várias circunstâncias ao longo do filme acabam por levar Chase a envolver-se com o pai de Tyler…


Pode parecer coisa de filme mas na verdade passa-se o oposto. Felizmente ou Infelizmente conheço pessoalmente diversos casos de homens e mulheres que após vários anos num casamento heterossexual acabaram por sentir a necessidade de “descer do palco e viver a realidade…” como me disse uma dessas pessoas.




Os seguintes dois filmes além de serem italianos foram-me ambos recomendados aqui no blog pelo paulofski e como os achei simplesmente fantásticos, tenho de os referir aqui.

“La Vita é Bella” de 1997 é um daqueles clássicos que sempre me tinham dito que era obrigatório ver e agora compreendo porquê. O filme conta-nos a comovente história de um homem judeu com um enorme sentido de humor e persistência que usa toda a sua inteligência para fazer o seu pequeno filho acreditar que tudo o que estão a passar no campo de concentração Nazi não passa de um mero jogo…




“Nuovo Cinema Paradiso” de 1989 é na minha perspectiva o melhor dos que abordei aqui. Confesso a minha ignorância de não saber quase nada deste filme até o ver e de o ter feito com baixas expectativas. Quão errado estava…
Nuovo Cinema Paradiso acompanha a vida de Toto um pequeno rapaz com enorme gosto pelo cinema e que encontra em Alfredo, o projeccionista analfabeto da aldeia, um amigo, um pai e um mentor para a vida… Na verdade, Alfredo acaba por ser o principal responsável pela direcção que a vida de Totó tomou na adolescência e na adultez.
O filme tem duas versões, uma mais curta e uma mais extensa. Aconselho vivamente a reservarem um tempo livre e a verem a versão mais extensa, que tem quase 3 horas, mas que faz a história ter um significado completamente diferente, não sei como foram capazes de cortar uma das cenas que considero das mais importantes. Recomendo também que se façam acompanhar por uma grande embalagem de lenços de papel, vão precisar eheheh.


segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Cartaz de Natal

Além de estar a aproveitar estas férias para por os trabalhos do mestrado em dia também aproveitei para diminuir a minha longa lista de “filmes para ver”. Vi muitos que não achei nada de especial mas aqui ficam 4 boas sugestões(na minha opinião).

“The English Patient” de 1996 e vencedor de vários Óscares no seu ano é a primeira sugestão.
No final da 2ª Guerra Mundial uma enfermeira (Juliette Binoche) decide ficar para trás numa casa abandonada para cuidar de um paciente terminal com severas queimaduras no corpo (Ralph Fiennes em mais uma das suas brilhantes interpretações). Com o passar dos dias, a casa ganha mais dois inquilinos, um ex-ladrão (Willem Dafoe) e um indiano especialista no desarmamento de bombas (Naveen Andrews). Os quatro personagens descobrem laços antigos e criam novos à medida que nos é desvendada a história do passado do “paciente inglês”.





“The Reader” de 2008 é o meu filme preferido destes 4 e conta mais uma vez com a fantástica participação de Ralph Fienns e Kate Winslet. Michael Berg era um adolescente de 15 anos que se envolve com uma mulher muito mais velha que fica maravilhada sempre que o ouve a ler. Os dois perdem o contacto e encontram-se muitos anos mais tarde. Ele como um jovem estudante de direito e ela respondendo em tribunal pelo tempo que passou como guarda num campo de concentração durante o Holocausto…




“Harry Potter and the Deathly Hallows” (1ª parte) curiosamente também conta com a participação de Ralph Fienns no papel de Lord Voldemort. Os livros acompanharam-me durante toda a adolescência e vi todos os filmes adaptados até ao momento. Como tal decidi ir ao cinema ver e é com prazer que digo que é a melhor adaptação até ao momento. Confesso que estou ansioso por ver a última parte.







“The Foutain” de 2006. Admito que decidi ver este filme por contar com a participação do Hugh Jackman (o meu sex symbol de eleição hehehe). É daqueles filmes que nada sabemos e que nos surpreende. Rachel Weisz no seu melhor e Hugh Jackman num brilhante papel diferente do habitual e que nos mostra porque motivo é um dos actores mais conceituados de Hollywood. Gostei especialmente de ter uma filosofia sobre o ciclo da vida muito semelhante à minha…


“- Lembras-te de Moses Morales?”
“- Quem?”
“- O guia Maia de que te falei.”
“- Da tua viagem?”
“-Sim. Na última noite, ele falou-me sobre o seu falecido pai. Ele disse-me que se alguém desenterrasse o corpo do seu pai, este teria desaparecido...
Eles plantaram uma semente sobre seu túmulo. A semente transformou-se numa árvore…
Moses disse-me que o seu pai tornou-se parte da árvore. Crescendo no meio da floresta. Rumo à exuberância…
Quando um pardal comeu uma fruta da árvore, o seu pai voou com os pássaros...
Ele disse... Que a morte foi o caminho do seu pai para a ascensão. Era como ele chamava. Caminho para a ascensão.”