Um documentário muito interessante e elucidativo sobre a paralisia do sono. Gostaria de o ter visto uns anos mais cedo porque poupar-me-ia algumas preocupações e noites mal dormidas.
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sábado, 27 de novembro de 2010
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Concluindo
Ainda relativamente ao tema anterior e para terminar, existem dois filmes que recomendo a quem quiser compreender um bocado mais a vida de alguém com uma perturbação da identidade de género. Na altura não referi porque além de ser um tema complexo de explicar por escrito, o post já ia longo.
O primeiro é o “Transamerica” que ganhou alguns Óscares há poucos anos, tem qualidade, mas na minha opinião um pouco comercial de mais.
O que eu mais recomendo é o “Soldier´s Girl”. O filme conta-nos a história terrivelmente REAL de Calpernia Addams, uma transexual que se envolve e inicia um relacionamento amoroso com o soldado americano Barry Winchell. O filme mostra-nos o tormento em que os dois viviam principalmente devido à constante provocação e humilhação a que Barry era sujeito no quartel. Infelizmente, Barry acabou por ser assassinado em 1999, aos 21 anos, por um dos colegas, enquanto dormia dentro do quartel e o filme é também uma homenagem à sua pessoa…
É na minha opinião um crime de ódio e pura ignorância, pois apesar do facto de Barry ter sido vítima de "homofobia", o relacionamento que mantinha com Calpernia era heterossexual. Tal como expliquei no post anterior ela apesar de ter nascido do sexo masculino desde sempre o seu género foi feminino, quanto ao Barry sempre havia gostado de mulheres e como ele próprio dizia, a Calpernia era apenas um pouco diferente das outras mulheres que por si só são diferentes umas das outras.
Fica o Trailler:
O tema da transexualidade apesar de todos os tabus, mesmo nos desenhos animados é retratado. Na ultima temporada do desenho animado japonês Sailor Moon (Navegante da Lua) surgiram três personagens do sexo masculino que se transformavam em mulheres sempre que iam lutar. Devido a estas personagens a última temporada da série nunca foi emitida em diversos países tendo felizmente Portugal sido uma excepção a esta censura sem sentido.
O vídeo da transformação:
Resumindo, o desenho animado do inicio da década de 90 provou ser aquele abordava o maior numero de temas LGBT de todos os tempos. Já referi em posts anteriores a importância desta situação por isso não vou voltar a faze-lo.
Recapitulando e com links para os posts em questão para quem quiser relembrar, tínhamos:
Um casal de Navegantes lésbicas.
Um casal de vilões gays.
Um vilão travesti.
Três heroínas Transexuais.
Por fim respondendo à pergunta pertinente da Teté no post anterior:
A bissexualidade define-se como uma atracção física e/ou emocional e/ou sexual por pessoas, independentemente do sexo e/ou género.
O primeiro é o “Transamerica” que ganhou alguns Óscares há poucos anos, tem qualidade, mas na minha opinião um pouco comercial de mais.
O que eu mais recomendo é o “Soldier´s Girl”. O filme conta-nos a história terrivelmente REAL de Calpernia Addams, uma transexual que se envolve e inicia um relacionamento amoroso com o soldado americano Barry Winchell. O filme mostra-nos o tormento em que os dois viviam principalmente devido à constante provocação e humilhação a que Barry era sujeito no quartel. Infelizmente, Barry acabou por ser assassinado em 1999, aos 21 anos, por um dos colegas, enquanto dormia dentro do quartel e o filme é também uma homenagem à sua pessoa…
É na minha opinião um crime de ódio e pura ignorância, pois apesar do facto de Barry ter sido vítima de "homofobia", o relacionamento que mantinha com Calpernia era heterossexual. Tal como expliquei no post anterior ela apesar de ter nascido do sexo masculino desde sempre o seu género foi feminino, quanto ao Barry sempre havia gostado de mulheres e como ele próprio dizia, a Calpernia era apenas um pouco diferente das outras mulheres que por si só são diferentes umas das outras.
Fica o Trailler:
O tema da transexualidade apesar de todos os tabus, mesmo nos desenhos animados é retratado. Na ultima temporada do desenho animado japonês Sailor Moon (Navegante da Lua) surgiram três personagens do sexo masculino que se transformavam em mulheres sempre que iam lutar. Devido a estas personagens a última temporada da série nunca foi emitida em diversos países tendo felizmente Portugal sido uma excepção a esta censura sem sentido.
O vídeo da transformação:
Resumindo, o desenho animado do inicio da década de 90 provou ser aquele abordava o maior numero de temas LGBT de todos os tempos. Já referi em posts anteriores a importância desta situação por isso não vou voltar a faze-lo.
Recapitulando e com links para os posts em questão para quem quiser relembrar, tínhamos:
Um casal de Navegantes lésbicas.
Um casal de vilões gays.
Um vilão travesti.
Três heroínas Transexuais.
Por fim respondendo à pergunta pertinente da Teté no post anterior:
A bissexualidade define-se como uma atracção física e/ou emocional e/ou sexual por pessoas, independentemente do sexo e/ou género.
Pessoalmente considero-me pertencente a esta categoria pelo simples facto de que quando me apaixono por alguém é pela pessoa no seu todo e não pelo seu pénis ou pela sua vagina…
De resto esta ainda muito por descobrir e tudo são meras classificações e categorizações de assuntos bem mais complexas que as suas definições e que devem ser usadas para simplificar conceitos ou invés de para rotular qualquer pessoa excluindo todas as suas outras características individuais.
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domingo, 26 de setembro de 2010
Homossexualidade ≠ Transexualidade
Há algum tempo atrás, neste “post”, referi que na minha opinião o tema homossexualidade não deveria ser tão emparelhado com o tema transexualidade como é. Aliás a própria sigla LGBT engloba já estes dois conceitos que são tão distintos como água e azeite. Não que me sinta de qualquer modo incomodado com a situação mas acredito que contribui para a criação de mitos e confusões na mente de pessoas menos instruídas. Há ainda não muito tempo, enquanto lia um blog ocasional, deparei-me com um texto de um português revoltado pelo facto da o estado financiar operações de mudança de sexo rematando no final do texto com um: “afinal homossexualidade é doença ou não??”
Eu respondo desde já, nunca foi e deixou de ser considerada como tal pela comunidade científica em 1975.
De qualquer modo, a homossexualidade define-se como uma atracção física e/ou emocional e/ou sexual por indivíduos do mesmo sexo e/ou género. (ponto final parágrafo)
A transexualidade é algo muito mais raro e complexo que está habitualmente por trás de uma Perturbação da Identidade de Género. Mas antes de nos embrenharmos nesta perturbação é importante definir dois conceitos chave: sexo e género.
Sexo: No ser humano, é um termo usado para nos referirmos à diferença física e biológica entre homens e mulheres. Tem em conta as diferenças na anatomia e dá importância primordial à genitália e ao aparelho reprodutor para distinguirmos pessoas do sexo feminino de pessoas do sexo masculino.
Género: É um conceito mais socialmente construído e engloba todos os papéis socialmente atribuídos a uma pessoa baseando-se no seu sexo aparente. É o que nos permite distinguir homens de mulheres mesmo sem vermos o seu sexo. Engloba aparência, forma de vestir, postura e forma de estar na sociedade, gostos, comportamentos e mesmo forma de expressar e vivenciar os sentimentos.
Tendo isto em conta, podemos recorrer ao DSM-IV-TR (Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais) para definir a perturbação da identidade de género. Salvaguardo no entanto, que se comenta a possibilidade de se retirar esta perturbação quando for editado o DSM-V, deixando portanto de ser considerada uma perturbação mental.
Entretanto e muito resumidamente o DSM define esta perturbação como: “…a existência evidente de uma identificação de género cruzada intensa e persistente, que consiste no desejo de ser ou na insistência de que se é do outro sexo.” “Tem de existir também evidência de um desconforto persistente acerca do sexo que lhe é atribuído ou sentir-se inapropriado no papel de género desse sexo.”
Ou seja, são indivíduos que interiormente sentem que o sexo com que nasceram não é o correcto. É então necessário ter em conta que o “ser homem” ou o “ser mulher” ultrapassa muito mais que o sexo. Como tal e exemplificando, mesmo antes de qualquer operação, um individuo do sexo feminino com esta perturbação é considerado Um Homem porque interiormente é assim que se sente e isso ultrapassa a importância física e genital.
Importa agora referir que a orientação sexual não tem nenhuma importância neste assunto. Claro que como a maioria da população, estes indivíduos vão sentir-se atraídos por pessoas do género oposto. Ou seja, um indivíduo do sexo masculino com esta perturbação, como a maioria das mulheres, tem uma grande probabilidade de se sentir atraído por homens. Mas isto não o faz ser homossexual, na verdade é considerado um heterossexual porque na orientação sexual o que conta é o seu género e não o seu sexo.
Por outro lado, para verificarmos como a orientação sexual em nada influencia esta situação, existem casos de pessoas com esta perturbação e que são na verdade homossexuais. Confuso não é? Mas eu explico, é o caso por exemplo de um indivíduo do sexo masculino com esta perturbação mas que se sente atraído por mulheres. Ou seja no fundo “ele” é uma mulher que se sente atraído por mulheres e como tal é considerado/a, uma lésbica.
Esta é uma perturbação grave e para vermos isso basta que cada um de nós se imagine de repente preso no corpo de uma pessoa do outro sexo e a ter de se comportar como tal, certamente que nos iríamos sentir completamente errados…
Infelizmente a melhor forma de estas pessoas serem ajudadas é mesmo pela mudança de sexo depois de sujeita a inúmeros exames psicológicos. É uma situação extremamente frustrante para estes indivíduos, pela vergonha, pelo processo longo e difícil que têm de percorrer, pela critica a que estão sujeitos socialmente, pela falta de apoio e compreensão da família, pela dificuldade posterior na questão legal da documentação, etc. Tudo isto em cima do facto de simplesmente sentirem que vivem num corpo que não é o seu e que os transtorna quotidianamente. Existem inúmeros casos de pessoas nesta situação que vivenciaram depressões profundas, que se automutilaram, que se castraram e mesmo que se suicidaram…
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Mestrado
Como cheguei a referir aqui, acabei por decidir tirar o Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde e um dia mais tarde fazer uma especialização em Psicologia da Justiça.
Entretanto as aulas já começaram e já houve diversas coisas que não me agradaram. Primeiro, desde quando é que uma pós-graduação com horários pós-laborais tem aulas a começar as 16h?? Não me parece que haja muita gente a terminar o seu dia de trabalho às 15h para ir ter aulas, mas isto é a minha opinião…
Depois, tinha-me sido dito que o mestrado normalmente só tinha aulas de 3ª a 5ª dando sempre um fim de semana alargado… Até seria verdade se não tivesse também aulas ao SÁBADO!!
Por fim, tivemos uma reunião com o coordenador de curso. Como estou a tirar o mestrado numa faculdade privada, e conceituada na área da psicologia, supus que iria ter mais atenção e disponibilidade por parte dos professores. Afinal enganei-me… Já nos foi dito que na altura de fazer a dissertação temos de escolher um tema que se insira nos temas que os professores estão a trabalhar ou a investigar naquele momento porque eles não vão ter tempo de se embrenhar em outros assuntos… Cheira-me que de preferência devemos fazer uma dissertação que ajude a completar os trabalhos deles mas obviamente sem qualquer referencia nossa no final… Pensei que lhes estávamos a pagar o salário para terem um bocadinho de disponibilidade para nós, afinal não, parece mais que eles nos estão a fazer um favor!!
Entretanto as aulas já começaram e já houve diversas coisas que não me agradaram. Primeiro, desde quando é que uma pós-graduação com horários pós-laborais tem aulas a começar as 16h?? Não me parece que haja muita gente a terminar o seu dia de trabalho às 15h para ir ter aulas, mas isto é a minha opinião…
Depois, tinha-me sido dito que o mestrado normalmente só tinha aulas de 3ª a 5ª dando sempre um fim de semana alargado… Até seria verdade se não tivesse também aulas ao SÁBADO!!
Por fim, tivemos uma reunião com o coordenador de curso. Como estou a tirar o mestrado numa faculdade privada, e conceituada na área da psicologia, supus que iria ter mais atenção e disponibilidade por parte dos professores. Afinal enganei-me… Já nos foi dito que na altura de fazer a dissertação temos de escolher um tema que se insira nos temas que os professores estão a trabalhar ou a investigar naquele momento porque eles não vão ter tempo de se embrenhar em outros assuntos… Cheira-me que de preferência devemos fazer uma dissertação que ajude a completar os trabalhos deles mas obviamente sem qualquer referencia nossa no final… Pensei que lhes estávamos a pagar o salário para terem um bocadinho de disponibilidade para nós, afinal não, parece mais que eles nos estão a fazer um favor!!
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sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Nostalgia de Infância

Não sei se alguém se lembra mas, estes desenhos animados davam no inicio da decada de 90 na RTP2. Baseados num livro de Colin Dann intitulado “The Animals of the Farthing Wood” ou em português “Os Animais do Bosque dos Vinténs”. A série de 3 temporadas com 13 episódios cada, contava a história de um grande grupo de animais que teve de fugir do seu lar que estava a ser destruído pelos homens, na busca de uma reserva natural onde pudessem viver em paz. É dos desenhos que mais tenho recordações, andei muito tempo para encontrar a série e já revi a primeira temporada. Lamento que já não se façam deste tipo de desenhos que estimulem nas crianças valores como a amizade, o companheirismo, a entreajuda e o respeito pela natureza.
A série é particularmente apelativa pois contrariamente à maioria dos desenhos animados da altura, tem um importante factor dramático por vezes até um bocado cruel. Ao longo dos episódios, apesar do esforço do grupo, alguns dos animais morrem pelo caminho quer abatidos a tiro por caçadores, quer atropelados quando tentavam atravessar uma auto-estrada ou num incêndio provocado por um cigarro mal apagado. Considero importante que as crianças tenham uma perspectiva educada sobre o significado da morte, da sua inevitabilidade e irreversibilidade e que compreendam que o ser humano não é único a viver neste pequeno bocado de terra e que as nossas acções podem ter repercussões graves e fatais nos restantes seres vivos do nosso planeta.
Aqui fica o genérico (até a banda sonora era boa):
´
Recentemente encontrei o livro original no e-bay e já tratei de o adquirir. ;)
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quinta-feira, 24 de junho de 2010
Human Trafficking
Vimos este filme numa aula de psicologia da Justiça onde íamos abordar o tema e uma vez que a professora referiu que o filme reflectia muito bem a realidade em questão.
Um filme cruel e duro sobre o trafico humano, principalmente do sexo feminino para comércio de sexo. O filme é relativamente grande mas como não nós dá um minuto de descanso vê-se muito bem. Não recomendo para quem for facilmente impressionável porque de facto é um filme psicologicamente muito desgastante. Contudo, só quando sabemos como as coisas funcionam e aquilo que as vitimas têm de suportar, é que podemos ter o mínimo de esperança de as ajudar e de travar esta realidade abominável.
Deixo o trailer do filme “Human Trafficking”.
Um filme cruel e duro sobre o trafico humano, principalmente do sexo feminino para comércio de sexo. O filme é relativamente grande mas como não nós dá um minuto de descanso vê-se muito bem. Não recomendo para quem for facilmente impressionável porque de facto é um filme psicologicamente muito desgastante. Contudo, só quando sabemos como as coisas funcionam e aquilo que as vitimas têm de suportar, é que podemos ter o mínimo de esperança de as ajudar e de travar esta realidade abominável.
Deixo o trailer do filme “Human Trafficking”.
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segunda-feira, 14 de junho de 2010
Linguagens...
O Brasil, apesar das suas raízes, é um país com uma cultura totalmente diferente da portuguesa que é muito mais tradicionalista e conservadora. Como tal, os seus quase 200 anos de história independente, fizeram com que o povo brasileiro se distanciasse imenso das convenções portuguesas. O que se reflecte de forma geral na cultura, na religião, na linguagem ou mesmo em questões de postura social e de vestuário.
Confesso que fiquei muito surpreendido pela positiva com o país estava à espera de algo menos desenvolvido, de pessoas mais agressivas e violentas o que não se verificou. Vejo-os como um povo alegre, desinibido, acolhedor e simpático apesar de ainda um pouco recalcados com Portugal, o que se reflecte nas 500 piadas (descabidas) sobre portugueses que ouvia todos os dias. Claro que as grandes cidades são perigosas mas o Brasil é tão gigantesco que é um erro generalizar.
Há apenas 3 coisas que criaram em mim umas pequenas embirrações.
1 – Não há caixas MB espalhadas pelas cidades. Temos sempre de procurar um banco para levantar dinheiro.
2 – Mosquitos. Por muito repelente que usasse continuava a ser constantemente devorado enquanto o Teo permanecia imaculado. Havia quem dissesse que era do meu sangue ser uma iguaria diferente para os mosquitos do Brasil mas eu dispensava bem ser a especiaria exótica de serviço.
3 – NINGUÉM compreende português de Portugal. Já o Teo quando chegou a Portugal pela primeira vez e as suas malas tinham sido extraviadas (típico), teve muita dificuldade em compreender a funcionária que o atendeu. E mesmo eu no inicio, via as minhas perguntas serem respondidas com um expressivo:
Confesso que fiquei muito surpreendido pela positiva com o país estava à espera de algo menos desenvolvido, de pessoas mais agressivas e violentas o que não se verificou. Vejo-os como um povo alegre, desinibido, acolhedor e simpático apesar de ainda um pouco recalcados com Portugal, o que se reflecte nas 500 piadas (descabidas) sobre portugueses que ouvia todos os dias. Claro que as grandes cidades são perigosas mas o Brasil é tão gigantesco que é um erro generalizar.
Há apenas 3 coisas que criaram em mim umas pequenas embirrações.
1 – Não há caixas MB espalhadas pelas cidades. Temos sempre de procurar um banco para levantar dinheiro.
2 – Mosquitos. Por muito repelente que usasse continuava a ser constantemente devorado enquanto o Teo permanecia imaculado. Havia quem dissesse que era do meu sangue ser uma iguaria diferente para os mosquitos do Brasil mas eu dispensava bem ser a especiaria exótica de serviço.
3 – NINGUÉM compreende português de Portugal. Já o Teo quando chegou a Portugal pela primeira vez e as suas malas tinham sido extraviadas (típico), teve muita dificuldade em compreender a funcionária que o atendeu. E mesmo eu no inicio, via as minhas perguntas serem respondidas com um expressivo:
- Oi???
No Brasil era o caos. Ninguém compreendia um palavra minha e numa loja ou num café esperavam que eu terminasse de falar para me responderem com um sorridente:
-Oi???
E lá tinha o Teo de traduzir. Que era basicamente repetir o que eu havia dito mas com um sotaque diferente.
Lembro-me de termos abordado muito ao de leve esta situação nas aulas de Psicologia da Linguagem. Mas nunca esperei que de facto se verificasse esta dificuldade de comunicação. Contudo, tem uma certa lógica. Primeiro, nós somos bombardeados com novelas, dobragens e músicas brasileiras, enquanto eles recebem zero destes conteúdos portugueses. Depois, a nossa maneira de falar é muito mais ríspida e rápida que o português do Brasil. E por fim, nós temos o mau hábito de comer metade das letras das palavras:
Experimentem dizer para vocês a palavra “Telefone”.
Na verdade se não estivermos atentos soará algo como:
Tlfone
Já num brasileiro se assemelharia a um:
Te-lhe-fo-ni
Agora não me interpretem mal, em Portugal pode não se falar muito bem mas para vermos a gramática portuguesa a ser verdadeiramente espancada só ouvindo o discurso de um brasileiro (generalizando mais uma vez).
Para terminar e para comprovar o que disse, vou disponibilizar uma reportagem que passou no Brasil, realizada sobre uma artista brasileira a trabalhar em Portugal. O foco que eu saliento nesta reportagem é a parte em que é entrevistada uma portuguesa com um discurso perfeitamente normal mas, mesmo assim, foi-lhes necessário colocar legendas…
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quinta-feira, 3 de junho de 2010
Homens de Saia
O princípio deste movimento é que se as mulheres andam de calças também os homens deveriam andar de saias e que as saias também podem ser masculinas.
Pessoalmente, não me estou a ver de saia. Primeiro porque não acho que fique esteticamente bem a um homem e depois porque deve ser algo desconfortável andar por ai de uma forma tão… "arejada".
Agora também não me chocaria se pegasse moda, embora também me pareça um movimento meio utópico.
De qualquer forma, o que me interessou nesta pequena reportagem foi o facto de entrevistarem uma das minhas professoras. É actual coordenadora de curso da minha faculdade e deu-me aulas de Introdução às ciências sociais no 1º ano e Psicologia Social no 2º. Na sua vida profissional conheço-a apenas como professora e demonstrou ser óptima nesta vertente da sua profissão e foi com gosto que construi mais alguns pilares da minha aprendizagem. Além disso, é uma acérrima femininista, com vários trabalhos nesta área. O seu próprio discurso e forma de escrever reflecte esta sua filosofia devida. Como poderão reparar na entrevista onde, ao invés de “todos” diz “todos e todas” tal como faz quotidianamente nas suas aulas. Além disso foi com ela que aprendi que não se diz o “Homem”, mas sim o “Ser Humano”.
Dêem uma olhada na reportagem, são 5 minutos muito interessantes, se o video não der aqui fica o link.
Pessoalmente, não me estou a ver de saia. Primeiro porque não acho que fique esteticamente bem a um homem e depois porque deve ser algo desconfortável andar por ai de uma forma tão… "arejada".
Agora também não me chocaria se pegasse moda, embora também me pareça um movimento meio utópico.
De qualquer forma, o que me interessou nesta pequena reportagem foi o facto de entrevistarem uma das minhas professoras. É actual coordenadora de curso da minha faculdade e deu-me aulas de Introdução às ciências sociais no 1º ano e Psicologia Social no 2º. Na sua vida profissional conheço-a apenas como professora e demonstrou ser óptima nesta vertente da sua profissão e foi com gosto que construi mais alguns pilares da minha aprendizagem. Além disso, é uma acérrima femininista, com vários trabalhos nesta área. O seu próprio discurso e forma de escrever reflecte esta sua filosofia devida. Como poderão reparar na entrevista onde, ao invés de “todos” diz “todos e todas” tal como faz quotidianamente nas suas aulas. Além disso foi com ela que aprendi que não se diz o “Homem”, mas sim o “Ser Humano”.
Dêem uma olhada na reportagem, são 5 minutos muito interessantes, se o video não der aqui fica o link.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Finalistas
Eu e Kenga Pierce.
Ao fim de muito esforço, algum estudo e muito boa disposição lá chegamos nós ao fim de uma etapa. Ainda não somos licenciados mas se tudo correr bem estamos perto. Foram anos que passei com as minhas Kengas, repletos de memórias gratificantes que guardarei sempre e foi um orgulho ser cartolado e passar na tribuna lado a lado com elas tal como o fizemos há alguns anos, ainda caloiros. O percurso foi longo, com alguns percalços mas com o apoio uns dos outros eis-nos aqui na recta final. Foram festas, conversas, viagens, praxes, trabalhos, estudos, jantares e muitos dias juntos. Agora espero que mesmo por caminhos diferentes a nossa amizade perdure sempre com a força que sinto neste momento. Gosto muito de vocês, cada uma à sua maneira mas, todas muito especiais para mim. Apesar de continuar a enervar-me quando vão todas à casa de banho ao mesmo tempo ou quando falam como umas galinhas na capoeira e ninguém se entende. Mas quem me mandou vir para uma turma só de gajas? Por outro lado vocês também só me tinham a mim para gerir tanto mulherio e estou certo que não me trocavam por mais nenhum homem do mundo (O mais convencido…)
Muitos Parabéns a todas… orgulho-me de ter amigas assim…
(Clicar nas imagens para aumentar)
Kenga Baby, Kenga Best, Kenga Fashion, King Kengo, Kenga Minnie e Kenga Pierce.
Eu e a Kenga Best acompanhados pela nova geração. Os nossos afilhados deste ano e os melhores caloiros da faculdade mas acima de tudo novos e valiosos amigos.
No Cortejo, a família completa porque cada uma de vocês é uma peça indispensável.
Kenga Baby, Kenga Madre, Kenga Fashion, Kenga Best, Kenga Minnie, King Kengo, Kenga Pierce, Kenga Princess e a Kenga Tatoo.
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quarta-feira, 28 de abril de 2010
Dúvida...
Está a chegar ao fim a saga que começou há uns anos atrás. Este ano se tudo correr bem sou mais um dos muitos licenciados de Portugal. Vou directo para o mestrado com intenção de o terminar e de me fazer ao mundo.
Desde que entrei para o curso sempre pensei em especializar-me em Psicologia Clínica. Mas este semestre tenho uma cadeira chamada Psicologia da Justiça e estou fascinado. Já para não falar que o cadeirão que mais odeio este semestre é Psicologia Clínica. Ora a situação está a dividir-me por completo.
Hoje fiz exame de Justiça e correu-me maravilhosamente ao contrário do que aconteceu em Clínica na semana passada que foi o desastre.
Por outro lado um dos meus professores de Justiça e regente desse mestrado está-me a deixar algo reticente…
O senhor é um psiquiatra de renome que já publicou diversos artigos e livros e eu jamais poria em causa a sua sabedoria em muitas áreas. Contudo existem algumas afirmações que me deixam algo “perturbado”.
Para dar um exemplo, o professor afirma veemente que as pessoas com tatuagens, piercings ou rastas têm um QI abaixo da média. Eu não possuo nenhum dos três simplesmente porque não me identifico mas, falho em encontrar relação entre uma coisa e outra. Estatísticas à parte, uma das primeiras coisas que aprendi no meu curso foi a não generalizar e que cada caso é um caso. Não sou adepto de andarmos a rotular as pessoas só porque apresentam determinada característica. Até porque, quando rotulamos alguém, inserimos essa pessoa num grupo estereotipado que fermenta a formação de preconceitos. Como tal, compreendo que colegas que têm pelo menos uma destas características se sintam ofendidos e diminuídos quando, quem sabe se formos a ver, até têm um QI bem acima da média.
Uma outra situação que me incomoda é o facto de estar constantemente a dizer que na nossa idade somos uns frasquinhos de vidro com nariz empinado e que sempre tivemos os pais a dar-nos tudo. Eu só me pergunto se ele por alguma arte mágica conhecerá a história de vida de cada uma das pessoas naquela sala. Eu e muitos outros colegas nunca tivemos nada de mão beijada e acreditem que lutamos muito para chegar onde chegamos. Não foi nada fácil e eu pessoalmente tive de superar vários obstáculos. Sei que seria impossível viver sem os meus pais neste momento mas a verdade é que desde muito cedo que trabalho e estudo para ter a minha independência e não os sobrecarregar com as minhas despesas. Todas as pequenas coisas que me orgulho de ter feito ou alcançado, os sítios que visitei e os pequenos bens materiais que possuo foram fruto do meu trabalho… não me vieram parar á mão por obra e graça do espírito santo…
Desde que entrei para o curso sempre pensei em especializar-me em Psicologia Clínica. Mas este semestre tenho uma cadeira chamada Psicologia da Justiça e estou fascinado. Já para não falar que o cadeirão que mais odeio este semestre é Psicologia Clínica. Ora a situação está a dividir-me por completo.
Hoje fiz exame de Justiça e correu-me maravilhosamente ao contrário do que aconteceu em Clínica na semana passada que foi o desastre.
Por outro lado um dos meus professores de Justiça e regente desse mestrado está-me a deixar algo reticente…
O senhor é um psiquiatra de renome que já publicou diversos artigos e livros e eu jamais poria em causa a sua sabedoria em muitas áreas. Contudo existem algumas afirmações que me deixam algo “perturbado”.
Para dar um exemplo, o professor afirma veemente que as pessoas com tatuagens, piercings ou rastas têm um QI abaixo da média. Eu não possuo nenhum dos três simplesmente porque não me identifico mas, falho em encontrar relação entre uma coisa e outra. Estatísticas à parte, uma das primeiras coisas que aprendi no meu curso foi a não generalizar e que cada caso é um caso. Não sou adepto de andarmos a rotular as pessoas só porque apresentam determinada característica. Até porque, quando rotulamos alguém, inserimos essa pessoa num grupo estereotipado que fermenta a formação de preconceitos. Como tal, compreendo que colegas que têm pelo menos uma destas características se sintam ofendidos e diminuídos quando, quem sabe se formos a ver, até têm um QI bem acima da média.
Uma outra situação que me incomoda é o facto de estar constantemente a dizer que na nossa idade somos uns frasquinhos de vidro com nariz empinado e que sempre tivemos os pais a dar-nos tudo. Eu só me pergunto se ele por alguma arte mágica conhecerá a história de vida de cada uma das pessoas naquela sala. Eu e muitos outros colegas nunca tivemos nada de mão beijada e acreditem que lutamos muito para chegar onde chegamos. Não foi nada fácil e eu pessoalmente tive de superar vários obstáculos. Sei que seria impossível viver sem os meus pais neste momento mas a verdade é que desde muito cedo que trabalho e estudo para ter a minha independência e não os sobrecarregar com as minhas despesas. Todas as pequenas coisas que me orgulho de ter feito ou alcançado, os sítios que visitei e os pequenos bens materiais que possuo foram fruto do meu trabalho… não me vieram parar á mão por obra e graça do espírito santo…
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terça-feira, 13 de abril de 2010
Cambada de...
"O Vaticano frisou nesta segunda-feira que a pedofilia nada tem a ver o celibato, mas estabeleceu uma relação com a homossexualidade. As palavras, que já estão a gerar polémica, foram proferidas pelo secretário do Vaticano, Tarcisio Bertone.
“Muitos psicólogos e psiquiatras mostram que não há ligação entre celibato e pedofilia, mas muitos outros revelam, disseram-me recentemente, que existe uma relação entre homossexualidade e pedofilia”, declarou Bertone, numa conferência de imprensa no Chile.
As declarações do número dois do Papa surgem numa altura em que a igreja católica está a lidar com o escândalo dos abusos sexuais a menores. Bertone disse que o Papa tomará novas medidas relativamente às denúncias e assumiu que “o comportamento dos padres neste caso é muito sério, é escandaloso."
noticia aqui .
Peço desde já desculpa mas neste post eu não vou ser politicamente correcto e vou falar como pessoa e não como futuro psicólogo…
Mas estes gajos não aprendem. Eu sei que a estupidez é infinita mas isto está a roçar o ridículo!!!!
Depois de tudo, estes idiotas ao invés de tentarem resolver as coisas e ajudarem quem foi prejudicado põem-se a tentar defender-se!!! Com MENTIRAS!!!
Quem são eles!!? Quem é esta ceita???
Não existe nem nunca existiu nenhum estudo psicológico fidedigno que relacionasse homossexualidade com pedofilia. A pedofilia existe de todas as formas e com todas as vertentes. Por outro lado ao contrário do que estes imbecis dizem, existem vários estudos que relacionam celibato com pedofilia e violação.
Pah porquê que não assumem as suas responsabilidades e trabalham para voltar a conquistar pelo menos um pouco de dignidade.
Eu apesar de tudo sempre fui da opinião que não se deve generalizar. Que não se deve condenar a fé das pessoas e que nem todos os membros do clero da mesma forma. Mas não há desculpa para o que eles fazem. As pessoas aguardam que eles sejam sensatos e é isto que eles enviam para a comunicação social??
Metem-me pena, nojo e revoltam-me. São uns pobres vazios e desesperados que tentam, sofregamente sair por cima e esquecem já as suas próprias leis e regras para se dedicarem à calunia, à injuria, à maldade, ao ódio e à PURA MENTIRA!!
Pobres daqueles(poucos) que nasceram como robots sem capacidade de pensar por eles próprios e se alinham como ovelhas perante a palavra de homens corruptos que até já esqueceram os princípios do próprio deus que representam…
“Muitos psicólogos e psiquiatras mostram que não há ligação entre celibato e pedofilia, mas muitos outros revelam, disseram-me recentemente, que existe uma relação entre homossexualidade e pedofilia”, declarou Bertone, numa conferência de imprensa no Chile.
As declarações do número dois do Papa surgem numa altura em que a igreja católica está a lidar com o escândalo dos abusos sexuais a menores. Bertone disse que o Papa tomará novas medidas relativamente às denúncias e assumiu que “o comportamento dos padres neste caso é muito sério, é escandaloso."
noticia aqui .
Peço desde já desculpa mas neste post eu não vou ser politicamente correcto e vou falar como pessoa e não como futuro psicólogo…
Mas estes gajos não aprendem. Eu sei que a estupidez é infinita mas isto está a roçar o ridículo!!!!
Depois de tudo, estes idiotas ao invés de tentarem resolver as coisas e ajudarem quem foi prejudicado põem-se a tentar defender-se!!! Com MENTIRAS!!!
Quem são eles!!? Quem é esta ceita???
Não existe nem nunca existiu nenhum estudo psicológico fidedigno que relacionasse homossexualidade com pedofilia. A pedofilia existe de todas as formas e com todas as vertentes. Por outro lado ao contrário do que estes imbecis dizem, existem vários estudos que relacionam celibato com pedofilia e violação.
Pah porquê que não assumem as suas responsabilidades e trabalham para voltar a conquistar pelo menos um pouco de dignidade.
Eu apesar de tudo sempre fui da opinião que não se deve generalizar. Que não se deve condenar a fé das pessoas e que nem todos os membros do clero da mesma forma. Mas não há desculpa para o que eles fazem. As pessoas aguardam que eles sejam sensatos e é isto que eles enviam para a comunicação social??
Metem-me pena, nojo e revoltam-me. São uns pobres vazios e desesperados que tentam, sofregamente sair por cima e esquecem já as suas próprias leis e regras para se dedicarem à calunia, à injuria, à maldade, ao ódio e à PURA MENTIRA!!
Pobres daqueles(poucos) que nasceram como robots sem capacidade de pensar por eles próprios e se alinham como ovelhas perante a palavra de homens corruptos que até já esqueceram os princípios do próprio deus que representam…
Mais uma vez lamento se feri as susceptibilidades de alguém mas eu precisava mesmo dizer aquilo que penso...
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quinta-feira, 18 de março de 2010
Comer no Metro...
Uma das muitas razões que me motivou a seguir o ramo da psicologia foi uma ânsia em conseguir um vislumbre dos pensamentos, atitudes e valores das pessoas, através da observação do seu comportamento, aparência e expressão corporal. Acredito que estes conceitos estão intimamente relacionados e que quando se conseguir estar atento a todos os detalhes consegue-se chegar a um conhecimento relativamente profundo da psique de qualquer ser humano. Mas já estou a divagar…
O que me motivou a criar a este “post” é um comportamento que observo regularmente nas pessoas e que de certo modo me intriga. Todos nós, com certeza, já tivemos o prazer ou o infortúnio (dependendo da opinião de cada um), de partilharmos o mesmo espaço físico, num determinado momento, com um daqueles casais que não conseguem tirar a língua de dentro da boca do parceiro(a) por mais de 5 segundos…
Pois eu, todos os dias às 8 da manha, tenho o “prazer” de fazer uma viagem de metro com dois desses curiosos espécimes. Hoje por mero acaso, calhei de entrar no metro e no meio da multidão acabei por me colocar bem esmagadinho num sítio perto do vidro onde os dois pombinhos sempre se instalam vindos de uma qualquer estação anterior. A interacção dos dois não dá para passar despercebida porque, não é daquelas que normativamente se vê com uns beijinhos cúmplices, sorrisinhos e mãos que se tocam. Não, é muito mais hardcore. E eu pude observar o comportamento dos outros passageiros que como eu tentavam evitar olhar. Sim, porque entre todo aquele chalhak muaahah lhehhek nhek nhek lhehehuuuup que se ouvia, sempre que meus olhos se cruzavam com a cena e eu via nitidamente duas línguas a cruzarem-se e a lamberem-se fora da boca dos donos, o meu chocapic tentava voltar à luz do dia…
Temos também de reparar que a situação só é relevante tendo em conta o contexto. Num local privado não seria obviamente motivo de qualquer interesse ou explicação.
Ora bem, cada um é livre de fazer o que quiser e eu não estou aqui para julgar ninguém nem para dar a minha opinião. A minha intenção é tentar decifrar o que se esconde por trás tentando não cair na presunção de dar uma resposta como sendo senhor de toda a verdade, mas gerando pelo menos algumas teorias explicativas…
A resposta deixarei ao critério de cada um pelo menos até eu efectuar um estudo com o mínimo de teor científico. ;)
O que me motivou a criar a este “post” é um comportamento que observo regularmente nas pessoas e que de certo modo me intriga. Todos nós, com certeza, já tivemos o prazer ou o infortúnio (dependendo da opinião de cada um), de partilharmos o mesmo espaço físico, num determinado momento, com um daqueles casais que não conseguem tirar a língua de dentro da boca do parceiro(a) por mais de 5 segundos…
Pois eu, todos os dias às 8 da manha, tenho o “prazer” de fazer uma viagem de metro com dois desses curiosos espécimes. Hoje por mero acaso, calhei de entrar no metro e no meio da multidão acabei por me colocar bem esmagadinho num sítio perto do vidro onde os dois pombinhos sempre se instalam vindos de uma qualquer estação anterior. A interacção dos dois não dá para passar despercebida porque, não é daquelas que normativamente se vê com uns beijinhos cúmplices, sorrisinhos e mãos que se tocam. Não, é muito mais hardcore. E eu pude observar o comportamento dos outros passageiros que como eu tentavam evitar olhar. Sim, porque entre todo aquele chalhak muaahah lhehhek nhek nhek lhehehuuuup que se ouvia, sempre que meus olhos se cruzavam com a cena e eu via nitidamente duas línguas a cruzarem-se e a lamberem-se fora da boca dos donos, o meu chocapic tentava voltar à luz do dia…
Temos também de reparar que a situação só é relevante tendo em conta o contexto. Num local privado não seria obviamente motivo de qualquer interesse ou explicação.
Ora bem, cada um é livre de fazer o que quiser e eu não estou aqui para julgar ninguém nem para dar a minha opinião. A minha intenção é tentar decifrar o que se esconde por trás tentando não cair na presunção de dar uma resposta como sendo senhor de toda a verdade, mas gerando pelo menos algumas teorias explicativas…
A resposta deixarei ao critério de cada um pelo menos até eu efectuar um estudo com o mínimo de teor científico. ;)
Hipóteses:
1 – O Amor é tão grande que estes casais tentam literalmente consumir-se um ao outro para apagar o fogo da paixão seja onde for.
2 – Uma forma de carácter perfeitamente normativo de expressarem o amor que sentem um pelo outro.
3 – É um assunto sem qualquer interesse que nem vale a pena ser explorado e só o Psimento se lembraria de tal coisa.
4 – Um pequeno mas já presente sinal de uma ânsia por exibicionismo sexual.
4 – Tentam simplesmente acordar o pessoal que vai para o trabalho com uma terapia de choque matinal.
5 – Uma nova e até então desconhecida forma de lavar os dentes depois do pequeno almoço….
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terça-feira, 15 de abril de 2008
Idade=Sabedoria???
Primeiro mais uma vez as minhas desculpas por não vir cá tantas vezes como gostaria e de seguida peço desculpas por estar a referir este tema, espero não ofender ninguém….
RELIGIÃO
Não existe ninguém no mundo que possa dizer que este tema lhe é indiferente pois todos temos uma posição relativamente ao mesmo. Pessoalmente é um tema que falo abertamente mas sempre com medo de ferir alguém e apesar de ter as minhas ideias mais agnósticas, não as imponho a ninguém nem as exprimo em publico e muito menos as moldo de acordo com a ignorância e preconceito que a sociedade onde nos inserimos alimenta.
Mas indo directamente ao assunto… Hoje de manha bem cedo, ia eu a caminho da faculdade(ligeiramente atrasado como sempre e com ar de zombie) e eis que quando entrei no metro vi algo de estranhamente atípico aquela hora, um lugar sentado. Instalei-me nesse lugar e vi que os meus outros três companheiros eram dois senhores e uma senhora(todos com idade próxima dos 50) e vinham a debater animadamente a vida do Exmo. Sr. Jesus Cristo. Desde logo torci o nariz e pensei para mim que NINGUEM vem a debater religião ás sete e meia da manha, mas resignei-me e comecei a pensar na frequência de Sistemas Teóricos da Psicologia que ia ter e á qual ia chegar 10minutos atrasado. Contudo a conversa dos senhores ia animada, estes relatavam que não era preciso ser-se padre para se ter uma vida pura e sem pecado. Até aqui tudo bem mas eis que relativamente a esta afirmação um dos “senhores” proferiu um pensamento cheio de lógica e sabedoria que era algo como: “Precisamente, a maior parte dos discípulos de Jesus não eram padres, eram homens casados com família e não era por isso, que eles ou os seus filhos, eram pedófilos, ou homossexuais, ou violadores ou alguma dessas aberrações que se vê agora pelo mundo. Enquanto um homem for um bom chefe de família pode seguir os passos do bem e educar os seus filhos de acordo com os princípios da decência e da moralidade para que eles mais tarde façam o mesmo”.
Ora muitos de vocês podem achar que não foi dito nada de especial, mas pessoalmente não me senti muito elogiado por ser “metido no mesmo saco” que pedófilos e violadores. Além de que esta afirmação não tem cabimento nenhum, não sou nenhum expert na mitologia cristã mas sabe-se qual era a vida pessoal dos discípulos?? Se calhar até havia um que era homossexual! E depois?? Religiões á parte isso faria do senhor uma pessoa pior?!
Por dentro faisquei um bocado, mas mantive-me na minha, peguei nos apontamentos e comecei a ler: “Segundo os críticos, a metáfora do computador é inadequada para a cognição humana, porque: esquece a emoção e a nossa corporalidade, não considera o significado(Conhecimento Semântico), não considera a fenomenologia da experiência humana(a Consciência e autoconsciência da experiência/Conhecimento Episódico…)"
Hmm… ou então, se calhar a metáfora do computador está mais que correcta uma vez que muitas pessoas não passam de “computadores programados” pela sociedade e cultura sem capacidade de pensamento próprio do que está certo e do que está errado.
APETECEU-ME:

RELIGIÃO
Não existe ninguém no mundo que possa dizer que este tema lhe é indiferente pois todos temos uma posição relativamente ao mesmo. Pessoalmente é um tema que falo abertamente mas sempre com medo de ferir alguém e apesar de ter as minhas ideias mais agnósticas, não as imponho a ninguém nem as exprimo em publico e muito menos as moldo de acordo com a ignorância e preconceito que a sociedade onde nos inserimos alimenta.
Mas indo directamente ao assunto… Hoje de manha bem cedo, ia eu a caminho da faculdade(ligeiramente atrasado como sempre e com ar de zombie) e eis que quando entrei no metro vi algo de estranhamente atípico aquela hora, um lugar sentado. Instalei-me nesse lugar e vi que os meus outros três companheiros eram dois senhores e uma senhora(todos com idade próxima dos 50) e vinham a debater animadamente a vida do Exmo. Sr. Jesus Cristo. Desde logo torci o nariz e pensei para mim que NINGUEM vem a debater religião ás sete e meia da manha, mas resignei-me e comecei a pensar na frequência de Sistemas Teóricos da Psicologia que ia ter e á qual ia chegar 10minutos atrasado. Contudo a conversa dos senhores ia animada, estes relatavam que não era preciso ser-se padre para se ter uma vida pura e sem pecado. Até aqui tudo bem mas eis que relativamente a esta afirmação um dos “senhores” proferiu um pensamento cheio de lógica e sabedoria que era algo como: “Precisamente, a maior parte dos discípulos de Jesus não eram padres, eram homens casados com família e não era por isso, que eles ou os seus filhos, eram pedófilos, ou homossexuais, ou violadores ou alguma dessas aberrações que se vê agora pelo mundo. Enquanto um homem for um bom chefe de família pode seguir os passos do bem e educar os seus filhos de acordo com os princípios da decência e da moralidade para que eles mais tarde façam o mesmo”.
Ora muitos de vocês podem achar que não foi dito nada de especial, mas pessoalmente não me senti muito elogiado por ser “metido no mesmo saco” que pedófilos e violadores. Além de que esta afirmação não tem cabimento nenhum, não sou nenhum expert na mitologia cristã mas sabe-se qual era a vida pessoal dos discípulos?? Se calhar até havia um que era homossexual! E depois?? Religiões á parte isso faria do senhor uma pessoa pior?!
Por dentro faisquei um bocado, mas mantive-me na minha, peguei nos apontamentos e comecei a ler: “Segundo os críticos, a metáfora do computador é inadequada para a cognição humana, porque: esquece a emoção e a nossa corporalidade, não considera o significado(Conhecimento Semântico), não considera a fenomenologia da experiência humana(a Consciência e autoconsciência da experiência/Conhecimento Episódico…)"
Hmm… ou então, se calhar a metáfora do computador está mais que correcta uma vez que muitas pessoas não passam de “computadores programados” pela sociedade e cultura sem capacidade de pensamento próprio do que está certo e do que está errado.
APETECEU-ME:
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domingo, 3 de fevereiro de 2008
Memento

A memória é a capacidade de reter, recuperar, armazenar e evocar informações disponíveis, seja internamente, no cérebro (memória humana), seja externamente, em dispositivos artificiais (memória artificial).
As memórias de cada pessoa, são portanto a prova que vivemos e existimos. Na memoria são armazenadas todas as informações relativas ao que apreendemos ao que fazemos e ao que conhecemos. É o que nos permite distinguir quem gostamos de quem não gostamos, é que nos faz ter um historial e traçar objectivos.
Mas e se perdêssemos a capacidade de criar novas memorias?? Se esquecêssemos tudo o que nos acontece minutos depois do sucedido??
É o que acontece ao protagonista do filme Memento. Um filme que sem duvida recomendo a quem gostar de filmes complicados que “comem o caquinho”, este não é um filme para qualquer um e mesmo aqueles que se consideram mais dotados terão dificuldade em manter um fio coerente entre a história embora seja possível faze-lo. Só para dar um dica e não estragando a surpresa a ninguém, a ordem cronológica do filme está invertida ou seja começamos a ver o fim e acabamos no inicio, contudo as cenas estão intercaladas com um monologo cronologicamente correcto... Enfim, quem se achar capaz que veja porque vale mesmo a pena. XD
As memórias de cada pessoa, são portanto a prova que vivemos e existimos. Na memoria são armazenadas todas as informações relativas ao que apreendemos ao que fazemos e ao que conhecemos. É o que nos permite distinguir quem gostamos de quem não gostamos, é que nos faz ter um historial e traçar objectivos.
Mas e se perdêssemos a capacidade de criar novas memorias?? Se esquecêssemos tudo o que nos acontece minutos depois do sucedido??
É o que acontece ao protagonista do filme Memento. Um filme que sem duvida recomendo a quem gostar de filmes complicados que “comem o caquinho”, este não é um filme para qualquer um e mesmo aqueles que se consideram mais dotados terão dificuldade em manter um fio coerente entre a história embora seja possível faze-lo. Só para dar um dica e não estragando a surpresa a ninguém, a ordem cronológica do filme está invertida ou seja começamos a ver o fim e acabamos no inicio, contudo as cenas estão intercaladas com um monologo cronologicamente correcto... Enfim, quem se achar capaz que veja porque vale mesmo a pena. XD
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Iris

Um filme já relativamente antigo(2001) mas que só vi no outro dia no âmbito de uma cadeira da faculdade.
Adorei o filme! Não pela ligação á matéria mas pela historia em sí e pela interpretação dos personagens!
A acção do filme gira em torno do Mal de Alzheimer e é capaz de impressionar e comover os corações mais frios. Sem duvida um filme a ver e que rendeu a nomeação para melhor actriz principal a Judi Dench e a nomeação para melhor actriz secundária e Kate Winslet.
Um filme capaz de surpreender e a cima de tudo de assustar qualquer um principalmente se nos imaginarmos daqui a umas décadas.
Esta “doença” não tem cura mas o exercício das actividades cerebrais ao longo da vida como ler, escrever e até mesmo jogar computador podem ajudar evitar ou a retardar o aparecimento do mal de Alzheimer. Contudo, tal como se pode ver no filme, pode não ser suficiente…
Adorei o filme! Não pela ligação á matéria mas pela historia em sí e pela interpretação dos personagens!
A acção do filme gira em torno do Mal de Alzheimer e é capaz de impressionar e comover os corações mais frios. Sem duvida um filme a ver e que rendeu a nomeação para melhor actriz principal a Judi Dench e a nomeação para melhor actriz secundária e Kate Winslet.
Um filme capaz de surpreender e a cima de tudo de assustar qualquer um principalmente se nos imaginarmos daqui a umas décadas.
Esta “doença” não tem cura mas o exercício das actividades cerebrais ao longo da vida como ler, escrever e até mesmo jogar computador podem ajudar evitar ou a retardar o aparecimento do mal de Alzheimer. Contudo, tal como se pode ver no filme, pode não ser suficiente…
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sábado, 22 de dezembro de 2007
Personalidade e Ordem do Nascimento
Pois é, segundo o “Teórico da Personalidade” Alfred Adler, a ordem do nascimento influencia a formação da personalidade, devido às experiências distintas que cada criança tem tendo em conta o diferente papel que representa na família.
Assim Sendo:
O filho mais velho é aquele que recebe toda a atenção do mundo até o nascimento do segundo filho e ver toda essa atenção esvair-se. Isso pode provocar vários sentimentos na criança, como o ódio aos outros, a preocupação em proteger-se contra as reviravoltas do destino e sensação de insegurança. Desse modo, pode tornar-se uma pessoa insegura, hostil, autoritária e conservadora, com um forte interesse pela manutenção da ordem. Os, neuróticos e alcoólatras, diz Adler, quase sempre são filhos mais velhos.
O filho do meio tem como traço distintivo a ambição, que é a busca por sobrepujar o primogénito. Por isso, é bastante invejoso, rebelde e ciumento, mas em geral mostra-se mais ajustado que o mais velho e o mais novo (Ou não fosse Adler filho do meio :p).
O filho mais novo é a criança mais mimada e, justamente por isso, a mais prejudicada. Tem alta probabilidade de se tornar uma criança-problema e/ou, mais tarde, um neurótico desajustado e pervertido.
Pessoalmente, como filho mais velho, não me sito enquadrado na teoria de Adler :p. Mas também temos de ver que todas estas teorias são puramente generalizadoras.
Assim Sendo:
O filho mais velho é aquele que recebe toda a atenção do mundo até o nascimento do segundo filho e ver toda essa atenção esvair-se. Isso pode provocar vários sentimentos na criança, como o ódio aos outros, a preocupação em proteger-se contra as reviravoltas do destino e sensação de insegurança. Desse modo, pode tornar-se uma pessoa insegura, hostil, autoritária e conservadora, com um forte interesse pela manutenção da ordem. Os, neuróticos e alcoólatras, diz Adler, quase sempre são filhos mais velhos.
O filho do meio tem como traço distintivo a ambição, que é a busca por sobrepujar o primogénito. Por isso, é bastante invejoso, rebelde e ciumento, mas em geral mostra-se mais ajustado que o mais velho e o mais novo (Ou não fosse Adler filho do meio :p).
O filho mais novo é a criança mais mimada e, justamente por isso, a mais prejudicada. Tem alta probabilidade de se tornar uma criança-problema e/ou, mais tarde, um neurótico desajustado e pervertido.
Pessoalmente, como filho mais velho, não me sito enquadrado na teoria de Adler :p. Mas também temos de ver que todas estas teorias são puramente generalizadoras.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Preconceitos de Onde Menos se Espera
Infelizmente continuo com a certeza que não estamos perto de viver num mundo sem preconceitos e estereótipos negativos.
Há pouco tempo encontrava-me eu numa aula estranhamente interessante de Ciências Sociais a estudar as famílias da nossa sociedade. Passamos pelas famílias tradicionais, alargadas e muitas mais até que chegamos á família homossexual. Algumas miúdas lançaram uma piadita inocente e até engraçada e estávamos a debater o assunto até que um colega já casado, com filhos e já com idade para ter juízo afirmou: “A meu ver dois homossexuais nunca podem ser família”. A partir daqui a aula nunca mais mudou de assunto.
Os outros colegas e a professora, felizmente, ficaram quase tão chocados como eu que no entanto me mantive reservado pois não me apeteceu empolgar-me na discussão e queria ver até onde aquilo ia. A argumentação prosseguiu com o colega a afirmar, segundo o que eu percebi e resumidamente, que dois homossexuais não poderiam sequer ser um casal nem uma família porque dois homens ou duas mulheres não podem nutrir amor um pelo outro, a única coisa que os une é o sexo e sem isso podem, quanto muito, ser amigos…
Bem não vou aprofundar muito o meu comentário a isto porque se não, nunca sairíamos daqui pergunto-me apenas o mesmo que a professora perguntou: “Como pensam vocês vir a ser bons psicólogos se ainda tem preconceitos desses?”
Mais tarde já no intervalo durante a pausa para o café e para o cigarrinho a discussão continuou, comigo já mais participativo. Partilharei a resposta que o colega deu quando eu e algumas raparigas presentes o acusamos subtilmente de ser preconceituoso:
“Eu não sou preconceituoso porque quando era mais novo fui acampar com uns colegas, soube nas vésperas que um deles era homossexual e fui na mesma…”
Hmmm…Boa colega é preciso ter coragem realmente para dormir na mesma tenda que um desses seres estranhos!!
Pobre senhor que não suspeita que lida todos os dias pelo menos com um desses estranhos e peculiares seres vivos: O homo sapiens homossexualis XD
Há pouco tempo encontrava-me eu numa aula estranhamente interessante de Ciências Sociais a estudar as famílias da nossa sociedade. Passamos pelas famílias tradicionais, alargadas e muitas mais até que chegamos á família homossexual. Algumas miúdas lançaram uma piadita inocente e até engraçada e estávamos a debater o assunto até que um colega já casado, com filhos e já com idade para ter juízo afirmou: “A meu ver dois homossexuais nunca podem ser família”. A partir daqui a aula nunca mais mudou de assunto.
Os outros colegas e a professora, felizmente, ficaram quase tão chocados como eu que no entanto me mantive reservado pois não me apeteceu empolgar-me na discussão e queria ver até onde aquilo ia. A argumentação prosseguiu com o colega a afirmar, segundo o que eu percebi e resumidamente, que dois homossexuais não poderiam sequer ser um casal nem uma família porque dois homens ou duas mulheres não podem nutrir amor um pelo outro, a única coisa que os une é o sexo e sem isso podem, quanto muito, ser amigos…
Bem não vou aprofundar muito o meu comentário a isto porque se não, nunca sairíamos daqui pergunto-me apenas o mesmo que a professora perguntou: “Como pensam vocês vir a ser bons psicólogos se ainda tem preconceitos desses?”
Mais tarde já no intervalo durante a pausa para o café e para o cigarrinho a discussão continuou, comigo já mais participativo. Partilharei a resposta que o colega deu quando eu e algumas raparigas presentes o acusamos subtilmente de ser preconceituoso:
“Eu não sou preconceituoso porque quando era mais novo fui acampar com uns colegas, soube nas vésperas que um deles era homossexual e fui na mesma…”
Hmmm…Boa colega é preciso ter coragem realmente para dormir na mesma tenda que um desses seres estranhos!!
Pobre senhor que não suspeita que lida todos os dias pelo menos com um desses estranhos e peculiares seres vivos: O homo sapiens homossexualis XD
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