Está a chegar ao fim a saga que começou há uns anos atrás. Este ano se tudo correr bem sou mais um dos muitos licenciados de Portugal. Vou directo para o mestrado com intenção de o terminar e de me fazer ao mundo.
Desde que entrei para o curso sempre pensei em especializar-me em Psicologia Clínica. Mas este semestre tenho uma cadeira chamada Psicologia da Justiça e estou fascinado. Já para não falar que o cadeirão que mais odeio este semestre é Psicologia Clínica. Ora a situação está a dividir-me por completo.
Hoje fiz exame de Justiça e correu-me maravilhosamente ao contrário do que aconteceu em Clínica na semana passada que foi o desastre.
Por outro lado um dos meus professores de Justiça e regente desse mestrado está-me a deixar algo reticente…
O senhor é um psiquiatra de renome que já publicou diversos artigos e livros e eu jamais poria em causa a sua sabedoria em muitas áreas. Contudo existem algumas afirmações que me deixam algo “perturbado”.
Para dar um exemplo, o professor afirma veemente que as pessoas com tatuagens, piercings ou rastas têm um QI abaixo da média. Eu não possuo nenhum dos três simplesmente porque não me identifico mas, falho em encontrar relação entre uma coisa e outra. Estatísticas à parte, uma das primeiras coisas que aprendi no meu curso foi a não generalizar e que cada caso é um caso. Não sou adepto de andarmos a rotular as pessoas só porque apresentam determinada característica. Até porque, quando rotulamos alguém, inserimos essa pessoa num grupo estereotipado que fermenta a formação de preconceitos. Como tal, compreendo que colegas que têm pelo menos uma destas características se sintam ofendidos e diminuídos quando, quem sabe se formos a ver, até têm um QI bem acima da média.
Uma outra situação que me incomoda é o facto de estar constantemente a dizer que na nossa idade somos uns frasquinhos de vidro com nariz empinado e que sempre tivemos os pais a dar-nos tudo. Eu só me pergunto se ele por alguma arte mágica conhecerá a história de vida de cada uma das pessoas naquela sala. Eu e muitos outros colegas nunca tivemos nada de mão beijada e acreditem que lutamos muito para chegar onde chegamos. Não foi nada fácil e eu pessoalmente tive de superar vários obstáculos. Sei que seria impossível viver sem os meus pais neste momento mas a verdade é que desde muito cedo que trabalho e estudo para ter a minha independência e não os sobrecarregar com as minhas despesas. Todas as pequenas coisas que me orgulho de ter feito ou alcançado, os sítios que visitei e os pequenos bens materiais que possuo foram fruto do meu trabalho… não me vieram parar á mão por obra e graça do espírito santo…
Desde que entrei para o curso sempre pensei em especializar-me em Psicologia Clínica. Mas este semestre tenho uma cadeira chamada Psicologia da Justiça e estou fascinado. Já para não falar que o cadeirão que mais odeio este semestre é Psicologia Clínica. Ora a situação está a dividir-me por completo.
Hoje fiz exame de Justiça e correu-me maravilhosamente ao contrário do que aconteceu em Clínica na semana passada que foi o desastre.
Por outro lado um dos meus professores de Justiça e regente desse mestrado está-me a deixar algo reticente…
O senhor é um psiquiatra de renome que já publicou diversos artigos e livros e eu jamais poria em causa a sua sabedoria em muitas áreas. Contudo existem algumas afirmações que me deixam algo “perturbado”.
Para dar um exemplo, o professor afirma veemente que as pessoas com tatuagens, piercings ou rastas têm um QI abaixo da média. Eu não possuo nenhum dos três simplesmente porque não me identifico mas, falho em encontrar relação entre uma coisa e outra. Estatísticas à parte, uma das primeiras coisas que aprendi no meu curso foi a não generalizar e que cada caso é um caso. Não sou adepto de andarmos a rotular as pessoas só porque apresentam determinada característica. Até porque, quando rotulamos alguém, inserimos essa pessoa num grupo estereotipado que fermenta a formação de preconceitos. Como tal, compreendo que colegas que têm pelo menos uma destas características se sintam ofendidos e diminuídos quando, quem sabe se formos a ver, até têm um QI bem acima da média.
Uma outra situação que me incomoda é o facto de estar constantemente a dizer que na nossa idade somos uns frasquinhos de vidro com nariz empinado e que sempre tivemos os pais a dar-nos tudo. Eu só me pergunto se ele por alguma arte mágica conhecerá a história de vida de cada uma das pessoas naquela sala. Eu e muitos outros colegas nunca tivemos nada de mão beijada e acreditem que lutamos muito para chegar onde chegamos. Não foi nada fácil e eu pessoalmente tive de superar vários obstáculos. Sei que seria impossível viver sem os meus pais neste momento mas a verdade é que desde muito cedo que trabalho e estudo para ter a minha independência e não os sobrecarregar com as minhas despesas. Todas as pequenas coisas que me orgulho de ter feito ou alcançado, os sítios que visitei e os pequenos bens materiais que possuo foram fruto do meu trabalho… não me vieram parar á mão por obra e graça do espírito santo…











