sexta-feira, 30 de abril de 2010

Shadowcat


Katherine "Kitty" Anne Pryde é uma jovem americana de Illinois, descendente de judeus sendo que o seu avô foi um dos prisioneiros num campo de concentração.
Como a maioria dos mutantes os seus poderes iniciaram-se na puberdade, quando tinha 13 anos, e foi nessa altura que o Professor Xavier a recrutou como aluna. Não era, no entanto, suposto participar em missões nem expor-se ao perigo como acontecia frequentemente aos X-Men. Contudo Kitty arranjava sempre forma de participar e auxiliar os colegas ficando muito aborrecida quando o Professor a tentou integrar num grupo de alunos da sua idade que criou algum tempo depois.
A primeira adversária que Kitty enfrentou na sua vida foi a Emma Frost e mais tarde quando esta passou para a equipa dos “bonzinhos” e integrou nos X-Mem, sempre se notou um acentuado ressentimento e desconfiança por parte de Kitty. Por outro lado, estabeleceu relações profundas com quase todos os outros personagens. Via Storm como a sua irmã mais velha e Wolverine como um tutor uma vez que foi ele que a treinou e que lhe ensinou quase tudo o que sabe fazendo dela uma verdadeira guerreira ninja. Numa das suas muitas aventuras, conheceu uma criatura alienígena semelhante a um pequeno dragão, que se tornou um companheiro inseparável. Contudo, a relação mais intensa foi com Colossus e os dois vieram a formar um dos casais mais divertidos da equipa embora, por diversas razões, fossem constantemente afastados um do outro.
Ao longo dos anos Kitty cresceu e tornou-se uma verdadeira X-Men e uma das professoras na escola para os mutantes mais jovens.
Mais recentemente, os X-Men tentaram salvar a Terra de uma raça de alienígenas que iam mandar uma gigantesca bala para perfurar o nosso planeta de um lado ao outro destruindo-o por completo. Kitty conseguiu infiltrar-se no interior da arma e usando todas as réstias dos seus poderes fez com que a mesma atravessasse a Terra sem causar nenhum dano. A bala e a jovem desapareceram no espaço e os X-Men não arranjavam maneira de a recuperar. Muito mais tarde, Magneto conseguiu trazer Kitty de volta aos braços de Colossus.

Poderes: Shadowcat tem a capacidade de tornar o seu corpo intangível assim como o de outras pessoas ou objectos se lhes tocar. Esta capacidade permite-lhe atravessar paredes ou qualquer outro obstáculo físico e também a ajuda a proteger-se dos ataques de inimigos. Com esta habilidade o seu corpo perde quase toda a massa conferindo-lhe também a possibilidade de literalmente caminhar no ar. Quando atravessa uma máquina ou algum aparelho electrónico causa o curto-circuito dos mesmos.

Nas adaptações ao cinema a personagem aparece nos 3 filmes protagonizada sempre por actrizes diferentes. Grande parte das pessoas que assistiu não reparou na situação porque nos primeiros dois filmes a personagem só aparecia por breves segundos atravessando alguma parede ou obstáculo no interior da escola. No 3º era uma das personagens principais mas não gostei da sua participação. Usaram os poderes dela de uma forma incorrecta na batalha contra o Juggernout e substituíram a sua relação com Colossus por um flirt com o Iceman. No 3º filme foi protagonizada pela jovem actriz Ellen Page bem conhecida de quem como eu assistiu os filmes “Juno” ou “Hard Candy”.

Pessoalmente este não é das minhas personagens preferidas embora esteja lá perto. É considerada por muitos como a melhor X-Men devido à sua personalidade extremamente humana e todos tempos a sensação de conhecer alguém como ela. No meu caso a minha muito adorada Kenga Madre. Quem leu as bds desde o inicio pode acompanhar o seu crescimento desde a pequena miúda até à grande mulher que se tornou e frequentemente nas histórias os acontecimentos são-nos apresentados através do seu ponto de vista.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Dúvida...

Está a chegar ao fim a saga que começou há uns anos atrás. Este ano se tudo correr bem sou mais um dos muitos licenciados de Portugal. Vou directo para o mestrado com intenção de o terminar e de me fazer ao mundo.
Desde que entrei para o curso sempre pensei em especializar-me em Psicologia Clínica. Mas este semestre tenho uma cadeira chamada Psicologia da Justiça e estou fascinado. Já para não falar que o cadeirão que mais odeio este semestre é Psicologia Clínica. Ora a situação está a dividir-me por completo.
Hoje fiz exame de Justiça e correu-me maravilhosamente ao contrário do que aconteceu em Clínica na semana passada que foi o desastre.
Por outro lado um dos meus professores de Justiça e regente desse mestrado está-me a deixar algo reticente…
O senhor é um psiquiatra de renome que já publicou diversos artigos e livros e eu jamais poria em causa a sua sabedoria em muitas áreas. Contudo existem algumas afirmações que me deixam algo “perturbado”.
Para dar um exemplo, o professor afirma veemente que as pessoas com tatuagens, piercings ou rastas têm um QI abaixo da média. Eu não possuo nenhum dos três simplesmente porque não me identifico mas, falho em encontrar relação entre uma coisa e outra. Estatísticas à parte, uma das primeiras coisas que aprendi no meu curso foi a não generalizar e que cada caso é um caso. Não sou adepto de andarmos a rotular as pessoas só porque apresentam determinada característica. Até porque, quando rotulamos alguém, inserimos essa pessoa num grupo estereotipado que fermenta a formação de preconceitos. Como tal, compreendo que colegas que têm pelo menos uma destas características se sintam ofendidos e diminuídos quando, quem sabe se formos a ver, até têm um QI bem acima da média.
Uma outra situação que me incomoda é o facto de estar constantemente a dizer que na nossa idade somos uns frasquinhos de vidro com nariz empinado e que sempre tivemos os pais a dar-nos tudo. Eu só me pergunto se ele por alguma arte mágica conhecerá a história de vida de cada uma das pessoas naquela sala. Eu e muitos outros colegas nunca tivemos nada de mão beijada e acreditem que lutamos muito para chegar onde chegamos. Não foi nada fácil e eu pessoalmente tive de superar vários obstáculos. Sei que seria impossível viver sem os meus pais neste momento mas a verdade é que desde muito cedo que trabalho e estudo para ter a minha independência e não os sobrecarregar com as minhas despesas. Todas as pequenas coisas que me orgulho de ter feito ou alcançado, os sítios que visitei e os pequenos bens materiais que possuo foram fruto do meu trabalho… não me vieram parar á mão por obra e graça do espírito santo…

terça-feira, 27 de abril de 2010

Bent


Este filme de 1997, conta a história de Max (Clive Owen) um jovem irresponsável e egotista que vivia algures por volta de 1930 em Berlim.
Max tinha uma vida baseada no seu vício em sexo e em drogas que causava grande desagrado ao namorado. Nesta mesma altura o regime de Hitler começa a espalhar-se pelo país e a comunidade homossexual torna-se um dos muitos alvos a abater.
Mesmo nos campos de concentração existe hierarquias. A vestimenta dos judeus apresenta a estrela dourada que os identifica. Seguem-se os símbolos respectivos para inimigos políticos e criminosos e no fundo da lista existe o triângulo rosa que era atribuído aos homossexuais.
Após muitas provações desumanas e sacrifícios, Max consegue adquirir a estrela dourada. É neste contexto que Max conhece Horst. Um prisioneiro com um triângulo Rosa que vai mudar por completo a sua perspectiva de vida…

Além de Clive Owen o filme conta também com a participação de conceituados actores como Mick Jagger, Lothaire Bluteau e o extraordinário Sir Ian Mckellen. Este último é sem duvida um dos meus actores preferidos sendo mais conhecido pelo seu papel como Magneto nos X-Men ou pela sua interpretação de Gandalf em “O Senhor dos Anéis”. Contudo a filmografia do actor é incrivelmente extensa. Um dos primeiros actores de Hollywood a assumir a sua homossexualidade em público, vencedor de inúmeros prémios e representante de um sem número de causas pelos direitos à igualdade.

Devo dizer que é raro eu chorar em qualquer situação. Mas este filme conseguiu essa proeza e por mais de uma vez. Existem dezenas de filmes que reportam a esta época mas nenhum que eu conheço se centrava nos homossexuais. Um filme de uma brutalidade e de uma crueldade que nos faz sentir um pouco do horror e do desespero que aqueles seres humanos tiveram de suportar. Eu não consegui estar confortavelmente sentado no meu sofá e sentir-me indiferente…

Há uma altura do filme que o personagem diz:
“I love You. What´s wrong with that?”

É uma pergunta que eu já fiz muitas vezes e que nunca vi nenhuma das pessoas que são contra o casamento gay ou contra relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo, responder…

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Thunderbird



John Proudstar era um Nativo Americano e último do grupo de mutantes que o Professor Xavier contactou para resgatar os seus X-Men da ilha de Krakoa. Thunderbird aceitou ajudar e permanecer na equipa contudo a atitude arrogante e prepotente que mantinha dificultou a sua integração no grupo.
O jovem tinha também uma grande dificuldade em seguir as instruções do professor o que eventualmente veio a causar a sua morte numa das suas primeiras missões.

Poderes: Thunderbird tem as mesmas capacidades que um humano normal mas elevadas um nível superior. Sentidos mais desenvolvidos, maior força, resistência física, velocidade e agilidade que a média geral da restante população.

Este personagem não aparece nos filmes.
Pessoalmente o não gostava muito dele e visto ter um irmão mais novo com exactamente os mesmos poderes só que mais fortes, acaba por ser um personagem meio redundante.

domingo, 25 de abril de 2010

Eyes Wide Open



A 7ª arte é sem duvida uma das minhas grandes paixões e em casa ou no cinema vejo uma grande quantidade de filmes. Como tal frequentemente abordo aqui alguns. Hoje assisti a um dos filmes que competiu no festival de Cannes de 2009. "Eyes Wide Open" é um filme Israelita que nos conta a historia de Aaron, homem de Jerusalém, casado e pai de 4 filhos que herda um talho após o falecimento do seu próprio pai. É neste contesto que Aaron conhece Ezri um jovem estudante que contrata como ajudante no estabelecimento.
Tudo parece perfeitamente usual até que pouco a pouco os dois homens se começam a tornar mais próximos. A sociedade começado a aperceber-se de que algo de estranho se passa começa a tornar-se numa força implacável.
Aaron terá de decidir se pela primeira vez na vida vai ser fiel aos seus sentimentos arriscando perder e deixar em desgraça a sua família e a sua honra. Um filme impressionante numa cultura que eu pessoalmente não conheço muito bem mas que nitidamente reprime a vontade pessoal e que se torna extremamente opressora.
Por outro lado a situação não é assim tão extraordinária. Não sejamos ingénuos. Se em Portugal existem centenas de homens e mulheres que desistiram da sua própria felicidade para seguir as normas sociais e familiares de criar uma família com o sexo oposto quantos não existirão em culturas mais repressoras?…

sábado, 24 de abril de 2010

Colossus


Piotr Nikolaievitch Rasputin é um mutante originário da Rússia que era um simples agricultor adolescente quando o Professor Xavier o contactou. Ao contrário da maior parte dos mutantes, Piotr era bem tratado na sua cultura e todos respeitavam o humilde trabalhador. Quando foi abordado pelo professor, rapidamente decidiu auxiliar no resgate dos X-Men presos em Krakoa, permanecendo na equipa e partilhando o sonho de ajudar a construir um mundo mais igualitário e sem preconceitos onde mutantes e humanos vivessem em paz.
É um personagem que rapidamente conquistou os leitores. Sempre feroz e determinado em batalha, sendo capaz de intimidar grande parte dos seus inimigos. Contudo, por trás da sua aparência esconde-se uma personalidade bastante tímida, com uma alma e um talento de pintor que Colossus nunca teve oportunidade de expor ao público. O eterno e inocente rapaz da aldeia que apesar do seu bom coração acabou por ter uma das historias mais trágicas…
Os seus pais que viviam numa quinta na Russia, foram assassinados pelo simples facto de terem originado três filhos mutantes, o irmão mais velho acabou por desaparecer numa outra dimensão e a sua pequena irmã morreu vítima de um vírus que afectava mutantes chamado legacy vírus ficando, além disso, com a sua alma inocente aprisionada nos confins do inferno.
O principal relacionamento de Colossus foi com a colega de equipa Kitty Pryde. Não havia como não gostar deste casal, eram simplesmente perfeitos um para o outro e os autores sempre conseguiram transmitir uma grande empatia entre os dois, fazendo-me sorrir quando os os via juntos e eram de longe o meu X-Couple preferido. Contudo, o infortúnio persegue Colossus. Estve aprisionado muito tempo, enquanto os X-Men pensavam que ele tinha morrido até que foi resgatado por Kitty Pryde que o descobriu por acidente durante uma missão e que ficou simplesmente em choque quando o viu. Os dois reataram a sua relação mas recentemente Kitty Pryde teve de se sacrificar para salvar a Terra deixando o jovem mais uma vez sozinho…
Em homenagem a Kitty, o Colossus fez uma tatuagem no peito em forma de coração com o nome dela.

Poderes: Colossus tem a habilidade de transformar todo o seu corpo numa forma de metal extra resistente que lhe confere super força e resistência.

Nas adaptações ao cinema, o personagem aparece no 2º e no 3º filme mas é-lhe atribuído um papel secundário com muito pouco tempo de ecrã. É interpretado pelo actor Daniel Cudmore que correspondeu às minha espectativas embora ache que devia ser mais encorpado.

Pessoalmente, apesar de não ser dos meus X-Men preferidos até gosto do personagem e sentia a sua falta durante os curtos períodos que por diversas razões esteve afastado da equipa.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Law Abiding Citizen

Fui ver este filme recentemente e devo dizer que é muito melhor que o Edge of Darkness que referi há uns dias e apesar de muita gente apontar semelhanças eu não encontrei quase nenhuma. Este é um filme muito mais interessante, inteligente e que nos prende ao ecrã até ao final. Contudo no final quando se tudo explica sentimo-nos um bocado enganados com uma explicação muito pouco credível e vemos que é um filme feito para agradar principalmente e cultura norte americana. É bom, não é espectacular mas está longe de ser mau.
Mas existem dois grande motivos para se ver este filme:

1 – É com o Gerard Butler.

2 – O Gerard Butler aparece despido. :p