terça-feira, 15 de junho de 2010

Magneto


Max Eisenhardt é também conhecido pelos seus nomes falsos, Magnus e Erik Lehnsherr. Nascido numa família de Judeus, Max foi uma das muitas vítimas da Segunda Guerra Mundial sendo que quando ainda era muito novo viu os seus pais e a sua irmã serem executados num campo de concentração. Mais tarde, em Auschwitz, conheceu Magda, a sua futura esposa. Os poderes de Magneto manifestaram-se pela primeira vez já tardiamente, quando a sua pequena filha foi queimada viva por uma multidão em fúria. Descontrolado pela angústia, o jovem mutante matou toda a multidão. Assustada com os poderes do marido, Magda fugiu, grávida de gémeos morrendo a quando do nascimento dos mesmos sem que Max a voltasse a encontrar.
Durante a sua longa jornada, em Israel, conheceu aquele que viria a tornar-se o seu melhor amigo mas também o seu maior inimigo, o Professor Xavier. Os dois descobriram os poderes um do outro e rapidamente começaram a pensar em formas de beneficiar a raça mutante que aos poucos continuava a emergir. Este acabou no entanto, pouco depois, por ser o motivo de ruptura. Xavier acreditava num mundo onde mutantes e humanos vivessem em paz. Magneto, por seu lado, depois do que vira nos campos de concentração, achava que a humanidade iria tentar dizimar os mutantes e que estes deviam atacar primeiro se queriam prevalecer. De certa forma, Magneto tinha a sua razão pois não tardou muito para a população mutante ser alvo de todos os tipos de discriminação levando mesmo à morte de centenas de mutantes.
Ao longo dos anos, tal como Xavier, também Magneto criou a sua equipa de mutantes a que chamou “The Brotherhood” e que combateu dezenas de vezes contra os X-Men. Dois integrantes da Brotherhood eram os seus próprios filhos Quicksilver e Scarlet Witch embora, no início, ninguém soubesse. Quando a verdade foi revelada, os dois abandonaram o pai alegando que ele estava a tornar-se tão cruel como aqueles que tinham sido responsáveis pela morte da sua família, vindo ambos a integrar na equipa de super heróis chamada Avengers. Mantiveram no entanto sempre, o seu estatuto de personagens “problemáticos”.
Aos poucos, e com o nascimento dos seus netos, Magneto começou a abandonar o seu caminho e tentou reaproximar-se da família alegando que se havia tornado um homem diferente e chegando a ocupar a posição de líder dos X-Men durante uma ausência prolongada de Xavier. Contudo, esta situação não durou muito e com a morte de um dos seus alunos dos New Mutants, Magneto voltou às suas origens vindo a descobrir que também a X-Men Polaris era sua filha, embora de uma mãe diferente da dos gémeos. Muitas tramas, conflitos e batalhas se realizaram novamente até ao dia que os poderes da Scarlet Witch, erradicaram 99% dos mutantes da Terra tornando-os simples humanos. Max foi um dos afectados e durante muito tempo manteve-se afastado tentando arranjar forma de recuperar os seus poderes o que conseguiu, recentemente, ao submeter-se a um perigosíssimo procedimento tecnológico com a ajuda de um outro inimigo dos X-Men.
Actualmente, juntou-se ao X-Men uma vez que estes constituem a maior percentagem de mutantes que ainda existe na Terra e como tal são os únicos que ainda há a defender.

Poderes: Magneto tem total controlo das forças magnéticas o que lhe permite manipular objectos metálicos, voar, criar escudos protectores, manipular os campos magnéticos da Terra e a polaridade entre outras possibilidades. O seu capacete, além de ser o último grito da moda, também o torna imune contra poderes psíquicos como os do Xavier.

Nas adaptações ao cinema, aparece nos três filmes, protagonizado pelo excelentíssimo Ian McKellen que já abordei aqui. Para mim foi aquele que melhor interpretou o seu papel e que estava mais fiável ao personagem das Bds. Desde o guarda-roupa, ao discurso, ao movimento, aos poderes, tudo me pareceu tal e qual como eu imaginava. Muito próximo do perfeito embora o actor não tenha, obviamente, a constituição física do personagem. É com muita pena minha e de muitos fãs que soubemos que o filme sobre o Magneto de que se falou, já não se vai realizar.

Pessoalmente, pode não ser dos meus X-Men preferidos, mas é sem dúvida dos melhores Vilões alguma vez criados. Poderes interessantes, história lógica e complexa, um personagem sólido e extremamente bem construído em todas as suas dimensões.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Linguagens...

O Brasil, apesar das suas raízes, é um país com uma cultura totalmente diferente da portuguesa que é muito mais tradicionalista e conservadora. Como tal, os seus quase 200 anos de história independente, fizeram com que o povo brasileiro se distanciasse imenso das convenções portuguesas. O que se reflecte de forma geral na cultura, na religião, na linguagem ou mesmo em questões de postura social e de vestuário.
Confesso que fiquei muito surpreendido pela positiva com o país estava à espera de algo menos desenvolvido, de pessoas mais agressivas e violentas o que não se verificou. Vejo-os como um povo alegre, desinibido, acolhedor e simpático apesar de ainda um pouco recalcados com Portugal, o que se reflecte nas 500 piadas (descabidas) sobre portugueses que ouvia todos os dias. Claro que as grandes cidades são perigosas mas o Brasil é tão gigantesco que é um erro generalizar.
Há apenas 3 coisas que criaram em mim umas pequenas embirrações.

1 – Não há caixas MB espalhadas pelas cidades. Temos sempre de procurar um banco para levantar dinheiro.

2 – Mosquitos. Por muito repelente que usasse continuava a ser constantemente devorado enquanto o Teo permanecia imaculado. Havia quem dissesse que era do meu sangue ser uma iguaria diferente para os mosquitos do Brasil mas eu dispensava bem ser a especiaria exótica de serviço.

3 – NINGUÉM compreende português de Portugal. Já o Teo quando chegou a Portugal pela primeira vez e as suas malas tinham sido extraviadas (típico), teve muita dificuldade em compreender a funcionária que o atendeu. E mesmo eu no inicio, via as minhas perguntas serem respondidas com um expressivo:
- Oi???

No Brasil era o caos. Ninguém compreendia um palavra minha e numa loja ou num café esperavam que eu terminasse de falar para me responderem com um sorridente:
-Oi???

E lá tinha o Teo de traduzir. Que era basicamente repetir o que eu havia dito mas com um sotaque diferente.

Lembro-me de termos abordado muito ao de leve esta situação nas aulas de Psicologia da Linguagem. Mas nunca esperei que de facto se verificasse esta dificuldade de comunicação. Contudo, tem uma certa lógica. Primeiro, nós somos bombardeados com novelas, dobragens e músicas brasileiras, enquanto eles recebem zero destes conteúdos portugueses. Depois, a nossa maneira de falar é muito mais ríspida e rápida que o português do Brasil. E por fim, nós temos o mau hábito de comer metade das letras das palavras:
Experimentem dizer para vocês a palavra “Telefone”.

Na verdade se não estivermos atentos soará algo como:
Tlfone

Já num brasileiro se assemelharia a um:
Te-lhe-fo-ni

Agora não me interpretem mal, em Portugal pode não se falar muito bem mas para vermos a gramática portuguesa a ser verdadeiramente espancada só ouvindo o discurso de um brasileiro (generalizando mais uma vez).

Para terminar e para comprovar o que disse, vou disponibilizar uma reportagem que passou no Brasil, realizada sobre uma artista brasileira a trabalhar em Portugal. O foco que eu saliento nesta reportagem é a parte em que é entrevistada uma portuguesa com um discurso perfeitamente normal mas, mesmo assim, foi-lhes necessário colocar legendas…

sábado, 12 de junho de 2010

Marvel Girl


Rachel Anne Grey Summers é proveniente de um futuro que já não virá a concretizar-se, sendo filha do Cyclops e da Jean Grey. Neste futuro, um grupo de mutantes terroristas havia assassinado o Senador Kelly o que levou à criação de um projecto chamado Mutant Registration Act que obrigava todos os mutantes a entregarem-se ao governo e colocados em campos de concentração sendo que os que ofereciam resistência eram exterminados por gigantescos robots chamados Sentinelas. Nesta altura quase todos os X-Men haviam sido dizimados e os poucos mutantes que restavam tinham de arranjar uma solução se queriam que a sua espécie prevalecesse. Após uma série de eventos, Rachel arranjou maneira de viajar para o presente e juntamente que os X-Men preveniu o assassinato do Senador Kelly evitando que o seu futuro viesse a acontecer mas ficando aprisionada numa época que não era a sua.
Desde então, Rachel tem permanecido com os X-Men sendo que normalmente se alia a pequenas subdivisões da equipa original criando grupos específicos que acabam por ter as suas próprias BDs e aparecendo mais raramente nas BDs dos X-Men. Tal como a sua mãe, Rachel é portadora da força cósmica da Fénix embora, com um poder muito mais reduzido o que lhe permite um controlo bem mais eficaz ao contrário de Jean Grey que frequentemente fica possuída pela Fénix destruído tudo à sua passagem. Temendo o poder da Fénix, uma equipa de alienígenas Shi’ar foram enviados à Terra e assassinaram todos os membros próximos e afastados da família Grey, deixando Rachel, devido à intervenção dos restantes X-Men, como única sobrevivente mas conseguido marca-la como uma tatuagem gigantesca nas costas que permitirá mantê-la sempre localizável.
Actualmente, encontrava-se com um pequeno grupo de X-Men no espaço que incluía também a Polaris e o seu “tio” Havok. Os três juntaram-se a uns velhos aliados seus chamados Starjammers e combateram contra Vulcan naquela que ficou conhecida como a War of Kings e que em muito me fez lembrar o velho Star Wars. Durante a guerra, Rachel conheceu um alienígena Shi’ar chamado Korvus e os dois iniciaram uma relação.
A última vez que ouvimos falar de Rachel, Korvus, Polaris e Havok foi pela voz de um dos Starjammers, quando a guerra terminou, que informou os restantes colegas que os quatro X-Men haviam partido de volta para a Terra…

Poderes: Tal como a sua mãe, Rachel é uma telepata, o que significa que consegue ler pensamentos e controlar a vontade dos outros, entre outras habilidades. Rachel tem também poderes Telecineticos o que significa, de modo simplista, que é capaz de mover objectos com a mente. Como controladora de uma percentagem da força da Fénix, a personagem tem os seus poderes aumentados de forma drástica. Contudo, recentemente e por razões ainda não explicadas, a força da Fénix abandonou por completo o seu corpo.

Esta personagem não aparece em nenhuma das adaptações ao cinema até ao momento. Pessoalmente, uma vez que já existe a Jean Grey que tem os mesmos poderes, uma aparência semelhante e muito mais carisma, vejo a Rachel como uma personagem meio redundante e desnecessária.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Cala-te Pipsqueak


Aryen e Pipsqueak as duas macacas cá de casa. Sempre a correr, a brincar ou à luta mas no fundo não vivem uma sem a outra. :p

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Rogue


Anna Marie Raven é uma jovem proveniente do Mississípi cujos poderes se manifestaram pela primeira vez durante o seu primeiro beijo. As suas peculiares habilidades absorveram grande parte da psique do jovem Cody deixando-o em coma e traumatizando Anna para o resto da vida.
No seguimento deste acontecimento, Rogue fugiu de casa e foi encontrada por Mystique que a acolheu e a adoptou convencendo-a a integrar no seu grupo de mutantes terroristas. Foi neste contexto que Rogue enfrentou a super heroína conhecida como Ms. Marvel. Durante a batalha, Rogue absorveu permanentemente os poderes de Ms. Marvel deixando esta num estado vegetativo durante muitos anos e adquirindo para si a habilidade de voar, super força e resistência.
Com a psique de Ms. Marvel ainda presa e misturada com a sua própria psique e com a sensação de ter sido usada por Mysitque durante os anos que estiveram juntas, Rogue recorreu, em busca de auxilio, aos X-Men. Os seus antigos inimigos. No inicio, a equipa recusou-se a aceita-la como membro, mas pouco a pouco foi ganhando a confiança de todos tornando-se uma peça fundamental do grupo.
Com os X-Men, Rogue conheceu Gambit e Magneto que vieram a tornar-se os seus relacionamentos mas sérios mas também mais frustrados uma vez que a jovem mutante devido às características dos seus poderes, era impossibilitada de ter qualquer contacto físico com todos os que a rodeiam.
Mais tarde, com a ajuda de uma outra X-Men, a Sage, Rogue tornou-se na mutante mais poderosa do planeta com a possibilidade de usar à sua vontade os poderes de todos aqueles em que havia tocado ao longo da vida (o que era uma longa lista de gente). Este estado, no entanto, não durou muito tempo e devido a uma serie de eventos, Anne perdeu esta habilidade e ficou apenas com os poderes originais.
Algum tempo depois, Rogue viu-se envolvida numa complicada trama no Japão onde foi assistida por Sunfire. Foi nesta altura que Sunfire teve as suas pernas amputadas durante um confronto com a Lady Deathstrike e Rouge viu-se obrigada a tocar por demasiado tempo no mutante, adquirindo os seus poderes de fogo permanentemente.
Mais recentemente, a quando da batalha contra um peculiar alienígena, o contacto físico com o mesmo fez com que Rogue ficasse contaminada com um vírus que desenvolveu os seus poderes ao máximo de forma a que quem quer que lhe tocasse morria de imediato. Entretanto esta condição foi curada com a ajuda de Mystique que apesar de tudo preocupa-se com o bem estar da filha adoptiva mais do que com o seu filho biológico Nightcrawler que negligencía por completo.
Actualmente Rogue tem apenas os seus poderes originais e graças ao Professor Xavier, passou a ser capaz de os controlar.

Poderes: A capacidade original desta mutante é a habilidade de absorver por um período limitado de tempo, as memórias, capacidades e poderes de todos aqueles em que toca com qualquer parte do seu corpo. O contacto tem no entanto de ser de pele com pele, razão pela qual Rogue usa sempre luvas. Além do já referido, aqueles que tocam em Rogue ficam extremamente enfraquecidos. Se o contacto for muito longo, Rogue pode absorver permanentemente as habilidades daquele em que toca e chegar mesmo a mata-lo.

Nas adaptações ao cinema a personagem aparece nos 3 filmes, sendo o centro das atenções no 1º mas perdendo importância no 2º e quase não aparecendo no 3º. É interpretada pela actriz Anna Paquin, bem conhecida por todos os que seguem a conceituada série, True Blood.

Pessoalmente, gosto, mas não é das minhas personagens preferidas. O seu constante estado de confusão e as suas contínuas crises de identidade não são do meu agrado. De qualquer modo, sou fã da relação com o Gambit embora os dois tenham sempre algum obstáculo no seu caminho e não tenham estabilizado desde a altura em que se conheceram (que são 30 anos de Bds, felizmente que os personagens fictícios não envelhecem tão rápido como nós).

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Homens de Saia

O princípio deste movimento é que se as mulheres andam de calças também os homens deveriam andar de saias e que as saias também podem ser masculinas.
Pessoalmente, não me estou a ver de saia. Primeiro porque não acho que fique esteticamente bem a um homem e depois porque deve ser algo desconfortável andar por ai de uma forma tão… "arejada".

Agora também não me chocaria se pegasse moda, embora também me pareça um movimento meio utópico.

De qualquer forma, o que me interessou nesta pequena reportagem foi o facto de entrevistarem uma das minhas professoras. É actual coordenadora de curso da minha faculdade e deu-me aulas de Introdução às ciências sociais no 1º ano e Psicologia Social no 2º. Na sua vida profissional conheço-a apenas como professora e demonstrou ser óptima nesta vertente da sua profissão e foi com gosto que construi mais alguns pilares da minha aprendizagem. Além disso, é uma acérrima femininista, com vários trabalhos nesta área. O seu próprio discurso e forma de escrever reflecte esta sua filosofia devida. Como poderão reparar na entrevista onde, ao invés de “todos” diz “todos e todas” tal como faz quotidianamente nas suas aulas. Além disso foi com ela que aprendi que não se diz o “Homem”, mas sim o “Ser Humano”.

Dêem uma olhada na reportagem, são 5 minutos muito interessantes, se o video não der aqui fica o link.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Mentes Podres...



Estou revoltado, enojado, indignado e ofendido por este asno pertencer à espécie humana…
E não vou falar muito mais porque há pessoas muito mal formadas com uma estupidez tão grande que não merecem o meu tempo…