terça-feira, 27 de abril de 2010

Bent


Este filme de 1997, conta a história de Max (Clive Owen) um jovem irresponsável e egotista que vivia algures por volta de 1930 em Berlim.
Max tinha uma vida baseada no seu vício em sexo e em drogas que causava grande desagrado ao namorado. Nesta mesma altura o regime de Hitler começa a espalhar-se pelo país e a comunidade homossexual torna-se um dos muitos alvos a abater.
Mesmo nos campos de concentração existe hierarquias. A vestimenta dos judeus apresenta a estrela dourada que os identifica. Seguem-se os símbolos respectivos para inimigos políticos e criminosos e no fundo da lista existe o triângulo rosa que era atribuído aos homossexuais.
Após muitas provações desumanas e sacrifícios, Max consegue adquirir a estrela dourada. É neste contexto que Max conhece Horst. Um prisioneiro com um triângulo Rosa que vai mudar por completo a sua perspectiva de vida…

Além de Clive Owen o filme conta também com a participação de conceituados actores como Mick Jagger, Lothaire Bluteau e o extraordinário Sir Ian Mckellen. Este último é sem duvida um dos meus actores preferidos sendo mais conhecido pelo seu papel como Magneto nos X-Men ou pela sua interpretação de Gandalf em “O Senhor dos Anéis”. Contudo a filmografia do actor é incrivelmente extensa. Um dos primeiros actores de Hollywood a assumir a sua homossexualidade em público, vencedor de inúmeros prémios e representante de um sem número de causas pelos direitos à igualdade.

Devo dizer que é raro eu chorar em qualquer situação. Mas este filme conseguiu essa proeza e por mais de uma vez. Existem dezenas de filmes que reportam a esta época mas nenhum que eu conheço se centrava nos homossexuais. Um filme de uma brutalidade e de uma crueldade que nos faz sentir um pouco do horror e do desespero que aqueles seres humanos tiveram de suportar. Eu não consegui estar confortavelmente sentado no meu sofá e sentir-me indiferente…

Há uma altura do filme que o personagem diz:
“I love You. What´s wrong with that?”

É uma pergunta que eu já fiz muitas vezes e que nunca vi nenhuma das pessoas que são contra o casamento gay ou contra relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo, responder…

11 comentários:

Theo disse...

Sobre aquela época sabemos que existem muitos filmes e documentários, além de sabermos também que os homossexuais foram muito perseguidos, que me lembre nunca tinha visto nada sobre esse tema em filmes, deve ser mesmo muito bom para te por a chorar... Pra quem já esteve em um campo de concentração sabe como aquilo é horrível mesmo sabendo que isso hoje em dia seria difícil acontecer, põe-nos mesmo mal só em pensar o que aquelas pessoas passaram, seja elas homossexuais, ou simplesmente por terem uma religião diferente. Espero sinceramente que isso não volte a acontecer...

Sinest3sico disse...

É de facto um filme fantástico. Foi já sugerido pelo Pinguim no blog dele mas nunca é demais ser referido, todos o deviam ver!

Abraço

Daniel Silva (Lobinho) disse...

Antes de mais o meu agradecimento em bloco pelas palavras que gentilmente me vais deixando. Obrigado, amigo. Mesmo. Obrigado.

Sobre este filme, coloca-lo-ia ao mesmo nivel do "Eyes Wide Open" e diria que são filmes, talvez mais este ultimo de "Eys Wide Open" filmes pedagógicos e que mostram a crueza da dor para quem, sendo diferente na otientação sexual, é apenas nisso, e pelo que daí decorre.

Filmes como o "Amo-te Philip Moris" e tantos outros, limitam-se a abichanar e continuar os estereotipos das pessoas homossexuais (gay sabe-me a termo depreciativo) o que, porventura, leva todos os outros a julgarem-se, afinal, completamente correctos nos seus juizos sobre quem nao é straight.

Um grande abraço, amigo, e obrigado uam vez mais pela sesnsibilidade das palavras...

k disse...

Olá!
Vi o filme em meados de Fevereiro. Também Fiquei comovida. Há mais filmes sobre histórias passadas durante a 2ª Guerra Mundial. Aimée & Jaguar e November Moon, mas são sobre lésbicas.

Angelo disse...

Chama-se "yukata". But também há o "jinbei", mas que não se parece com um kimono...

X disse...

Apanhei um susto quando vi o título do post. Pensei que ias falar de papas. Mas depois vi que faltava uma letra.
;)
Já vi esse filme, que é brilhante e arrepiante e belo.

So desculpa o spoiler da Kitty ali em baixo. Sou um fala barato...

Rafeiro Perfumado disse...

O filme parece-me ser muito bom, só não concordo em chamar "actor consagrado" ao Mick Jagger... ;)

Abraço!

Mike disse...

Um filmaço, é o que digo.

Teté disse...

Nunca vi o filme, mas fiquei curiosa, vou ver se o encontro por aí. Mas, na verdade, filmes que focam os campos de concentração durante a II Guerra Mundial, quase sempre me fazem chorar! Não te sei explicar se de raiva, se de revolta, se de compaixão pelas vítimas, possivelmente um misto de todos esses sentimentos...

Beijocas!

So disse...

Nao sei como consegues... eu sei que vejo todos os filmes da segunda guerra, e fico dstruida em todos...mas nao sei como conseguiste ver este... todo ele eh cruel... o trabalho deles chegou a deixar-me a mim maluca... e a parte em que ele diz isso eh simplesmente de partir cada pedacinho que há dentro de nos... nao entendo... nao entendo nada do que estas pessoas tinham na cabeça... nao entendo o que as pessoas de hoje tem na cabeça... acho que nunca vou entender... so estou mt orgulhosa e mt feliz por nao ser assim... e por ser uma das pessoas que luta pra que toda gente entenda que there's nothing wrong with that!!!
adorote king...

pinguim disse...

Como o Félix disse, já postei no meu blog, uma cena deste filme, talvez das cenas mais belas do cinema e que é o orgasmo que ambos os prisioneiros têm, sem se tocarem sequer, só por palavras...
É um filme bom, mas muito forte.
E sim, a participação do Mick Jagger é "gira", mas de bom actor ele nada tem...