quarta-feira, 24 de novembro de 2010

"Greve Geral"

Ainda antes de desvendar as mentiras, apetece-me falar deste fenómeno caricato. Como hoje não tínhamos aulas, eu e as Kengas fomos para a faculdade adiantar trabalhos. Logo de manhã achei estranho que a quantidade de trânsito parecia inalterada. Mas enfim, pensei que o pessoal não tivesse aderido tanto assim à greve e como também não havia transportes públicos estava justificado.

Há hora de almoço estávamos numa ânsia por comida oleosa por isso eu as a gordas (ehehhe :p) encaminhamo-nos para o Mcdonalds perto da faculdade. Qual o nosso espanto quando nos deparamos com uma densidade populacional muito maior que o costume. Que é como quem diz, o Mcdonalds estava “à pinha”. Na verdade, não havia qualquer comparação com os dias de trabalho normais. Até encontrei uma antiga professora de matemática do ensino básico com a filhada toda. Quer-me parecer que a situação terá sido reflectida em todos os Shoppings, cinemas e restaurantes do país…

Com certeza terá havido aqui um erro de semântica e o povo confundiu “greve geral” com “feriado nacional”
Na minha humilde opinião as greves servem para a população comparecer em manifestações de desagrado ou no mínimo para se recatarem a fazer algo do útil ao invés de contribuírem para o marasmo e o consumismo nacional.
Não procuro de forma alguma indicar a quem quer que se seja o que deve fazer com o seu tempo, apenas estou aqui a evidenciar um contra-senso ou uma falta do coerência ou o que preferirem chamar.

Admito que possa estar errado mas quer-me parecer que às tantas o estado ainda vai sair a ganhar com a brincadeirinha. É menos um dia de salário que têm de pagar e o Zé-Povinho ainda andou por ai a estourar os poucos trocos que alega ter.
Quer-me parecer que como hoje foi dia de “festarola” o pessoal até nem se importou de usar as tão odiadas SCUT só para chegar mais rápido…

6 comentários:

Theo.. disse...

Aqui eh mais difícil as pessoas entrarem em greve, e nem eh bom falar disso pq normalmente quem faz greve cá são os professores e da última vez levou 2 anos para pormos o calendário lectivo em dia :S No mais quem organiza as greves são os sindicatos que cá só servem para roubar um ou dois dias de trabalho por mês dos trabalhadores e ficam a impedir a entrada das pessoas nas empresas nos dias de greve, veja só, cá as pessoinhas querendo trabalhar e o sindicato é que não deixa. É mesmo pena as pessoas terem oportunidade para tentar mudar o país e fazerem nada... Cá tmb acontece isso, somos muito mais corruptos, todos sabemos os governantes quase que já admitiram porém ninguém faz nada para mudar, somos a geração do conformismo, se os que vieram antes eram oprimidos e lutaram contra a ditadura que os amordaçava nós como temos muita liberdade sentamos e vemos os ladrões adentraram nossa casa e levarem nossos bens e como se não bastasse ainda trabalhamos para lhes dar mais dinheiro... Se calhar nossos filhos e/ou netos sejam diferentes

paulofski disse...

Dou-te total razão à conclusão a que chegas. Isto da malta optar por passar um dia de sol encafoada nas mecas do consusmismo não lembra o menino Jesus. Eu pelo menos fui pedalar até Espinho!

:)

Teté disse...

Eu acho que a greve devia servir para a malta protestar, não para passear. Mas assim como assim, já que o dia é descontado, cada um é livre de fazer o que lhe apetecer...

Mas já agora junto o meu protesto: cadê as respostas ao desafio??? :)))

Beijocas!

pinguim disse...

Muito acertado este texto!!!

Rafeiro Perfumado disse...

Na minha opinião uma greve deveria ser feita com os trabalhadores no seu local, mas sem fazerem a ponta de um corno. Agora esta de não se aparecer no local de trabalho, apela ao Zé Festiveiro que habita em quase todos os portugueses. Eu não fiz greve, e garanto que nunca farei enquanto forem convocadas por pessoas que fazem do "não trabalhar" uma profissão.

Abraço!

um coelho disse...

Infelizmente é a realidade nacional, quando toca a poder não fazer nada, o tuga está lá batido.
Chego a pensar que esta greve pode ter sido boa para o país. Com a tão baixa produtividade que temos, e a acreditar que são exactamente os menos produtivos que mais greve fazem, a produtividade nacional na quarta-feira deve ter sido enorme.